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SÃO PAULO – Enquanto corre o prazo em que a General Motors precisa definir um plano de reestruturação com o objetivo de convencer sua viabilidade ao governo norte-americano, ganha corpo o discurso que aponta a recuperação judicial como o melhor caminho à montadora. Ideia acelerada também nos bastidores da empresa.
Segundo avaliação da InfoMoney, a reta final desse percurso está cada vez menos nebulosa. Frente à pergunta: “Qual você estima seja a chance da GM entrar em concordata?”, foram coletadas 2.377 opiniões, que resultaram em uma média ponderada de 63,72% de possibilidade.
Mais de 24% dos consultados selecionaram a opção 100%, considerando totalmente possível tal desfecho à gigante de Detroit – o que acabou puxando a média para cima. Quase 13% foram levemente menos confiantes: 90%. Enquanto cerca de 11% optaram pela neutralidade dos 50% de chance.
Prova final
O fato: o projeto de reestruturação é uma contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida à GM e à Chrysler em dezembro, dos quais US$ 13,4 bilhões já foram obtidos pela maior automobilística dos EUA. Para não quebrar, ela pode precisar de mais dinheiro. Ficou combinado que o governo fornecerá capital de giro até junho, enquanto a companhia tenta chegar a acordos com sindicatos e credores.
Fritz Henderson, que recentemente substituiu Rick Wagoner como CEO (Chief Executive Officer) da GM, tem se manifestado em tom confiante a respeito da preparação do plano. A preferência é evitar a concordata, mas ela não está descartada. Atualmente, a montadora possui cerca de US$ 62 bilhões em dívidas.
A ideia é dividir a empresa. A nova GM deteria apenas os melhores ativos da antiga. A parte não lucrativa seria extinta. De acordo com a mídia internacional, a diretoria tem se esforçado no sentido de reduzir despesas supérfluas e há a possibilidade do grupo se desfazer de algumas marcas.
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Caso não sobrem alternativas senão a última cartada, a General Motors contribuiria para o saldo negativo das estatísticas. De acordo com dados do American Bankruptcy Institute, o número de pedidos de recuperação judicial atingiu o maior nível em uma década no ano passado (43.000 empresas).
Setor combalido
É importante destacar que os problemas da indústria automotiva norte-americana vêm de antes da crise. Março confirmou o décimo sexto mês consecutivo de queda para as vendas de veículos no país. No caso da GM, as vendas caíram 42,5%.
A General Motors apresentou prejuízo líquido de US$ 9,6 bilhões no último trimestre de 2008. No acumulado no último ano: US$ 30,9 bilhões foi o prejuízo – o segundo maior de sua história centenária. A receita caiu 52% no período.
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Confira a avaliação
| Qual você estima seja a chance da GM entrar em concordata? | Votos | Percentual |
| 0% | 232 | 9,76% |
| 10% | 67 | 2,82% |
| 20% | 120 | 5,05% |
| 30% | 111 | 4,67% |
| 40% | 112 | 4,71% |
| 50% | 267 | 11,23% |
| 60% | 118 | 4,96% |
| 70% | 258 | 10,85% |
| 80% | 205 | 8,62% |
| 90% | 300 | 12,62% |
| 100% | 587 | 24,69% |
| Total | 2.377 | 100% |