Cesta básica paulistana fecha ano como a mais cara de 2007

Cesta básica paulistana fechou o ano cotada a R$ 214,63, o maior valor apurado em qualquer uma das cidades pesquisadas em 2007

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SÃO PAULO – A cesta básica paulistana pesou 17,90% a mais no bolso dos consumidores em 2007, fechando o ano com o valor de R$ 214,63 – o maior dentre todos os pesquisados nas 16 cidades analisadas no período. Na segunda colocação entre as cestas mais caras ficou Porto Alegre, onde o conjunto dos produtos fechou o ano valendo R$ 212,92.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos), em dezembro, a cesta básica da capital paulista ficou 4,45% mais cara.

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica em 2007 tomou 51,95% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 114 horas e 17 minutos – a menor desde 1971 – para adquirir os 13 produtos da cesta básica.

Em dezembro, o custo da cesta correspondeu a 61,16% do mínimo líquido, contra 58,55%, em novembro e 56,32%, em dezembro de 2006.

Avaliação anual

Dos 13 produtos que compõem a cesta, apenas quatro tiveram redução na comparação com dezembro de 2006: açúcar (-24,67%), tomate (-13,57%), banana (-3,72%) e arroz (-0,67%).

O aumento mais significativo foi apurado para o feijão (135,94%), seguido da batata (72,57%), leite (24,82%), óleo de soja (18,75%), farinha de trigo (17,34%), carne (17,07%), café (12,61%), pão (5,17%) e manteiga (4,93%).

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Seis altas na comparação mensal

Na comparação com novembro, seis produtos registraram alta, com destaque para o feijão carioquinha (33,89%). Também subiram o óleo de soja (7,86%), a carne bovina de primeira (5,44%), o café em pó (2,99%), farinha de trigo (2,11%) e o pão francês (1,34%).

Mantiveram-se estabilizados os preços do leite in natura tipo C e da banana nanica e os outros cinco tens apresentaram retração: tomate (-9,47%), batata (-1,52%), manteiga (-1,36%), açúcar refinado (-0,88%) e arroz agulhinha tipo 1 (-0,67%).