Cesta básica paulistana ainda é a segunda mais cara, mesmo com recuo de 1,73%

Conjunto de produtos pesquisados na capital paulista fechou fevereiro a R$ 237,34; em 12 meses, alta é de 4,92%

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou queda de 1,73% em fevereiro, na comparação com o primeiro mês do ano. Ainda assim, tal recuo não foi suficiente para que a capital paulista saísse da segunda colocação do ranking das cestas mais caras do País.

Isso porque os paulistanos pagaram R$ 237,34 para comprar os produtos essenciais em fevereiro, enquanto os moradores da cidade de Porto Alegre desembolsaram R$ 247,06, pagando pela cesta mais cara. Em 12 meses, a alta da cesta paulistana é de 4,92%.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quinta-feira (05) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica tomou 55,48% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social.

De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 112 horas e 17 minutos para adquirir todos os produtos essenciais.

Quedas

Dentre os 13 itens pesquisados em São Paulo, cinco apresentaram redução nos preços em fevereiro, na comparação com o mês anterior, sendo os destaques: tomate (-9,40%), feijão carioquinha (-3,83%), carne bovina de primeira (-2,77%), arroz agulhinha tipo 2 (-2,00%) e óleo de soja (-0,80%).

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Pão francês e leite in natura não apresentaram alteração de valores no período analisado. Já os demais produtos tiveram alta, sendo os preços do açúcar refinado (7,09%) e da batata (5,21%) os que mais subiram.