Cesta básica de SP tem queda de 0,73% e passa a R$ 283,63 em agosto

Resultado representa recuo em relação a julho (R$ 285,71); grupo Limpeza teve o maior decréscimo, de -1,26%

•

Publicidade

SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou queda de 0,73% em agosto, na comparação com julho, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quinta-feira (10).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 283,63 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em julho, esse valor era de R$ 285,71.

No ano, a variação ficou em -1,45% e, nos últimos doze meses, o recuo é de 3%.

Quedas e Altas

Dos 31 produtos analisados, 12 apresentaram alta nos preços, 15 tiveram queda no oitavo mês do ano e quatro ficaram estáveis. Limpeza foi o grupo que apresentou o maior recuo, de 1,26%. O grupo Alimentação também registrou queda, de 0,67%. Já Higiene Pessoal apresentou queda de 0,64% entre julho e agosto deste ano.

Ainda segundo o Procon-SP, o feijão carioquinha (-6,91%), frango resfriado inteiro (-4,49%), ovos brancos (-4,44%), queijo mussarela fatiado (-4,15%) e creme dental (-3,97%) registraram as maiores quedas do período.

Por outro lado, a salsicha avulsa (4,94%), o açúcar refinado (4,34%), a batata (3,68%), a lingüiça fresca (3,48%) e o papel higiênico fino branco (2,82%) foram os produtos com as maiores altas.

Continua depois da publicidade

Motivos para o resultado

De acordo com o Procon-SP/Dieese, aumentos e quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a um desequilíbrio de oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, conjuntura econômica) ou externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas).

“As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços”.