Cesta básica de SP tem queda de 0,12% e passa a R$ 282,96 em outubro

Resultado representa recuo em relação a setembro (R$ 283,30); grupo Alimentação teve o único decréscimo, de -0,35%

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou queda de 0,12% em outubro, na comparação com setembro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta segunda-feira (9).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 282,96 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em setembro, esse valor era de R$ 283,30.

No ano, a variação ficou em -1,68% e, nos últimos doze meses, o recuo é de 4,79%.

Quedas e altas

Dos 31 produtos analisados, 16 apresentaram queda nos preços, 13 tiveram alta no décimo mês do ano e dois ficaram estáveis. A queda no último mês deve-se à retração dos preços do grupo Alimentação, único que registrou variação negativa, de -0,35%.

Já o grupo Limpeza apresentou a maior alta, de 1,09% e o grupo Higiene Pessoal também registrou aumento, de 0,61%.

Ainda segundo o Procon-SP, as maiores quedas do mês ficaram com: feijão carioquinha (-4,98%), ovos brancos (-4,46%), frango resfriado inteiro (-4,37%), batata (-3,95%), queijo mussarela fatiado (-3,47%) e o arroz (-2,47%).

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Por outro lado, a cebola (20,16%), margarina (6,32%), açúcar refinado (4,20%), óleo de soja (4,15%) e o papel higiênico (3,37%) foram os produtos com as maiores altas.

Motivos para o resultado

De acordo com o Procon-SP/Dieese, aumentos e quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a um desequilíbrio de oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, conjuntura econômica) ou externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas).

“As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços”.