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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo apresentou alta de 1,10% em junho, na comparação com maio, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta segunda-feira (13).
Em junho, os paulistanos pagaram R$ 288,34 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em maio, esse valor era de R$ 285,34.
No ano, a variação ficou em 0,24% e, nos últimos doze meses, a variação foi negativa, com recuo de 4,49%.
Quedas e Altas
Dos 31 produtos analisados, 20 apresentaram alta nos preços, 9 tiveram queda e dois mantiveram seus preços estáveis no mês passado. Alimentação foi o grupo que apresentou a maior alta, de 1,28%. Os grupos Limpeza e Higiene Pessoal também registraram alta de 0,63% e 0,04%, respectivamente.
Dentro do grupo Alimentação, o alho (16,79%), queijo mozarela fatiado (11,99%), feijão carioquinha (9,79%), farinha de mandioca torrada (7,63%) e frango resfriado inteiro (6,67%) foram os produtos com as maiores altas. A carne de primeira registrou uma alta um pouco menor que a dos outros produtos, de 1,37%, mas por conta do peso que tem na cesta, foi o que ajudou a pressionar a alta do valor médio do conjunto de produtos.
Por outro lado, a batata (-9,27%), macarrão (-4,03%), arroz (-3,76%) e farinha de trigo (-2,56%) registraram as maiores quedas e ajudaram, de certa forma, a neutralizar a alta no mês.
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No grupo Limpeza, a única alta registrada foi o sabão em barra (2,50%). Já os outros itens que compõem o grupo apresentaram variação negativa, como o detergente líquido (-1,20%) e o sabão em pó (-0,57%). Já a água sanitária cândida manteve o preço estável no mês.
No grupo Higiene Pessoal, as maiores altas foram registradas no desodorante spray (2,30%) e no papel higiênico (1,12%). Na outra ponta, o absorvente aderente (-3,68%) registrou o maior recuo, seguido do sabonete (-1,52%).
Concorrência estimulou resultado
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De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos ou quedas nos preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda.
Segundo as instituições, as variações podem, simplesmente, refletir os procedimentos adotados pelo varejo, seja para estimular a concorrência ou para queimar estoques por meio da queda de preços.