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Observo a Cemig atravessando um momento técnico relevante, em que o ativo combina tendência de alta com um processo natural de acomodação próximo a regiões decisivas de preço. No curto prazo, o papel realiza um pullback sobre as médias móveis, movimento saudável dentro de tendências positivas. Já no médio prazo, CMIG4 opera próxima da máxima histórica, em um ambiente de consolidação que tende a anteceder um movimento direcional mais amplo.
Em 2026, a ação acumula alta de 2,77%, mantendo o viés construtivo, embora o mercado exija atenção redobrada aos níveis técnicos que delimitam a continuidade da alta ou um ajuste mais profundo.
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Para entender até onde o preço das ações da Cemig (CMIG4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Cemig (CMIG4)
No curto prazo, sigo enxergando a Cemig com viés altista, negociando acima das médias móveis, que permanecem inclinadas para cima, confirmando a dominância do fluxo comprador. O movimento recente caracteriza um pullback técnico sobre essas médias, o que, até aqui, não compromete a estrutura principal. Na última sessão, o papel recuou 0,69%, encerrando aos R$ 11,51, movimento que interpreto como acomodação após altas recentes, e não como sinal de reversão.
O IFR (14) em 61,19, em zona neutra, reforça esse cenário de equilíbrio: há espaço tanto para retomada da alta quanto para correções pontuais, sem perda do viés predominante. Tecnicamente, o gatilho para a continuidade do movimento altista está bem definido. A superação de R$ 11,77 tende a destravar uma nova perna de alta, com alvo imediato na máxima histórica em R$ 12,01. Acima desse patamar, o mercado passa a trabalhar com projeções em R$ 12,40 / R$ 12,63, e extensões mais longas em R$ 13,00 e R$ 13,25.
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Por outro lado, o cenário de correção ganha força caso o papel perca a região das médias, especialmente os suportes em R$ 11,33 e R$ 11,13. Abaixo desses níveis, aumenta o risco de um ajuste mais amplo, com suportes intermediários em R$ 10,61, R$ 10,46, R$ 10,13 e, psicologicamente, em R$ 10,00.

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Análise de médio prazo
No médio prazo, a leitura técnica permanece positiva, apesar do comportamento mais lateral observado nas últimas semanas. Pelo gráfico semanal, CMIG4 segue acima das médias móveis, que continuam apontando para cima, preservando a tendência principal de alta. Em 2026, o papel registra valorização de 2,77%, mas, após a forte alta anterior, entrou em uma fase de consolidação próxima ao topo, comportamento típico antes de movimentos mais relevantes.
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O ativo opera muito próximo da máxima histórica em R$ 12,01, nível que funciona como divisor técnico para os próximos movimentos. O IFR (14) em 59,44, também em zona neutra. A semana atual, inclusive, caminha para um fechamento negativo, reforçando a leitura de acomodação após rali.
Para que o movimento de alta volte a ganhar tração no médio prazo, será fundamental o rompimento consistente de R$ 11,77 e, principalmente, da máxima histórica em R$ 12,01. Confirmada essa quebra, os alvos passam a ser R$ 12,45, R$ 12,67, R$ 13,15 e R$ 13,55.
Já no cenário de correção mais estruturada, o primeiro sinal de enfraquecimento virá com a perda da região das médias, especialmente dos suportes em R$ 11,33 e R$ 10,61. Abaixo disso, entram no radar R$ 10,28, R$ 9,77, R$ 9,59 e R$ 9,00.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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