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Cemig (CMIG4) recua após máxima histórica: correção ou chance de entrada?

Correção leve após o topo histórico pode preparar terreno para nova pernada de alta.

Rodrigo Paz

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As ações da Cemig (CMIG4) acumulam alta de cerca de 10% em 12 meses, sustentadas por bons resultados operacionais e pela elevação do rating para AAA, que reforça a solidez financeira e a capacidade de geração de caixa da companhia. O avanço nas receitas, de aproximadamente 14% no segundo trimestre, reflete o bom momento da elétrica, que segue entre as mais rentáveis do setor.

Por outro lado, o lucro líquido caiu quase 30% no trimestre, e a redução de 6,4% na distribuição de energia ao mercado cativo, somada às incertezas políticas e regulatórias — especialmente diante da possibilidade de federalização —, mantêm investidores em alerta. O cenário segue equilibrado entre fundamentos positivos e riscos no horizonte.

A Cemig (CMIG4) segue dentro de um movimento de consolidação após renovar sua máxima histórica em R$ 11,32, mantendo ainda uma estrutura primária de alta no gráfico diário. Na última sessão, a ação subiu 0,74%, encerrando cotada a R$ 10,82. No mês, acumula leve retração de cerca de 2,96%, refletindo uma pausa natural dentro de um ciclo altista mais longo, enquanto no ano a valoriza 8,71%, sustentada por fundamentos sólidos e fluxo comprador consistente.

Para entender até onde o preço das ações de Cemig (CMIG4) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Cemig (CMIG4)

No curto prazo, o gráfico da Cemig (CMIG4) revela uma fase de correção técnica leve, posterior ao rompimento e formação do topo histórico em R$ 11,32. Essa pausa tende a representar uma acomodação natural dos preços, com o ativo oscilando próximo às médias curtas e demonstrando certa indecisão entre compradores e vendedores.

Mesmo com a recente correção, o ativo segue acima das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que mantém o viés altista intacto. Para confirmar uma retomada mais firme da tendência de alta, será fundamental o rompimento das resistências em R$ 10,89 e R$ 11,07. A superação dessa faixa abriria caminho para o reteste do topo histórico em R$ 11,32, e, em caso de rompimento, os alvos projetados se situam em R$ 11,50, R$ 11,79 e R$ 11,93.

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Por outro lado, a perda da região das médias, acompanhada do rompimento dos suportes em R$ 10,70 e R$ 10,45, pode acionar fluxo vendedor e conduzir o papel a níveis inferiores, com R$ 10,22 (média de 200 períodos), R$ 9,93, R$ 9,75 e R$ 9,28 como zonas potenciais de defesa e possível retomada compradora.

O IFR (14) em 50,57 reforça a leitura de neutralidade.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de médio prazo

No médio prazo, a Cemig mantém uma tendência primária de alta, ainda que em fase de correção. A ação permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, sustentando o viés positivo dentro de um movimento técnico saudável. Essa estrutura mostra que o ativo segue em terreno favorável, mas que o momento atual demanda cautela: a perda das médias ou o rompimento dos suportes em R$ 10,70 e R$ 10,45 poderia levar a uma pressão vendedora mais consistente e direcionar o papel para a média de 200 períodos em R$ 10,22, com extensão para R$ 9,93 / R$ 9,75 / R$ 9,28.

Enquanto permanecer acima de R$ 10,45, o cenário segue construtivo, com espaço para recuperação do fluxo comprador. O rompimento de R$ 11,07 seria o gatilho técnico para confirmar a retomada da força compradora, mirando o reteste da máxima em R$ 11,32 e, em sequência, os alvos projetados em R$ 11,50 / R$ 11,79 / R$ 11,93.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e Resistências

CMIG4 (Cemig)

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Com base no fechamento do dia 23/10, aos R$ 10,82, as ações da Cemig (CMIG4) contam com:

Suportes de médio prazo em R$ 10,22 (1), R$ 9,75 (2) e R$ 9,28 (3);
e resistências de médio prazo em R$ 11,32 (1), R$ 11,79 (2) e R$ 11,93 (3).

Suportes de curto prazo em R$ 10,70 (1), R$ 10,45 (2) e R$ 10,22 (3);
e resistências de curto prazo em R$ 10,89 (1), R$ 11,07 (2) e R$ 11,32 (3).

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(Rodrigo Paz é analista técnico)

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