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SÃO PAULO – Dos 133,1 milhões de aparelhos celulares habilitados no Brasil, 81,03% são do sistema pré-pago. Os números – divulgados este mês pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – revelam que os brasileiros preferem saber antes quanto vão gastar com a conta de telefone, em vez de esperar a fatura no final do mês.
No entanto, essa tendência pode estar mudando. Ainda segundo a Anatel, apesar de surgirem 9.186 novas linhas pré-pagas por dia em São Paulo, contra 3.736 pós-pagas, no último ano, o número de celulares pós cresceu 47,85%, enquanto o de pré apresentou aumento de 42,86%.
De acordo com o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), os fatores que estão levando um maior número de pessoas a optarem pelo celular com conta no final do mês são as tarifas mais baratas e os preços mais baixos dos aparelhos, além dos planos econômicos que incorporam uma vantagem que antes era exclusiva dos pré-pagos: o controle sobre o valor da conta.
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Diferença
Antigamente, a maioria dos planos pós-pagos tinha um número limite de minutos em que a tarifa tinha valor baixo. Se o usuário ultrapassasse a quantia contratada, os preços subiam, chegando a ficar até mais caros que os pré-pagos.
Nos novos planos, quando o usuário esgota os minutos previstos pelo plano, o celular é bloqueado e só volta a fazer ligações se o cliente comprar um cartão com créditos, como acontece nos planos pré-pagos.
No entanto, antes de o cliente optar pelo celular com conta no final do mês, o Idec alerta para alguns pontos que devem ser observados: “O celular pós-pago só é benéfico para quem faz mais ligações do que recebe”, afirma a advogada do instituto, Estela Guerrini.
Dicas
Confira as dicas do instituto, antes de comprar um novo celular ou mudar de plano: