Buscando reforçar o caixa para o Final do Ano, empresas protestam títulos

Volume de protestos aumentou quase 5% em outubro, sendo que maioria dos protestos foi de cheques

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SÃO PAULO – No final do ano o caixa da maior parte das empresas é bastante pressionado. Não bastassem os gastos com o pagamento de décimo terceiro, nesta época do ano muitos funcionários optam por tirar férias, o que aumenta ainda mais o desembolso da empresa. Além disto, diante do maior volume de vendas, muitas empresas são obrigadas a repor seus estoques, mas como as vendas em geral são a prazo, a pressão no caixa é ainda maior.

Protestos aumentam

Como os juros das linhas de curto prazo oferecidas para as empresas, especialmente as de pequeno porte, seguem bastante elevados, as empresas são forçadas a identificar outras alternativas para repor seu caixa, uma vez que não basta simplesmente aumentar as vendas.

Neste cenário, muitas empresas optam por protestar títulos atrasados, que até então não haviam sido protestados. Esta afirmação pode ser constatada ao se verificar o aumento do número de protestos na capital paulista. Os dados são do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos (IEPT) junto aos 10 tabeliães da Capital.

Segundo o levantamento, em outubro foram protestados 126.577 títulos, o que representa um crescimento de 4,95% em relação aos 120.609 títulos protestados em setembro. Apesar disto, na comparação mês a mês, em relação ao mesmo período no ano passado o volume de protestos em outubro registrou queda de 31,09%, uma vez que na época foram protestados 165.936 títulos.

Na opinião de Francisco Filomeno, diretor-secretário do IEPT, além da necessidade de reforçar o caixa para arcar com os gastos adicionais de final de ano, a mudança na legislação de protestos também contribuiu para o aumento do volume de protestos no Estado de São Paulo. Isto porque desde março do ano passado, o credor não precisa mais arcar com os custos do protesto, o que levou a uma explosão no número de protestos desde então.

Cheques respondem por 51% dos protestos

Destaque para o aumento dos protestos de cheques, que antes da nova legislação respondiam por apenas 20% do total de protestos. Entretanto, em outubro deste ano, do volume total de protestos registrados pelo IEPT, cerca de 51,45% foram de cheques. No total o número de cheques protestados de outubro foi de 65.127 cheques, um aumento de 6,5% em relação ao volume registrado em setembro, que foi de 61.152 cheques.

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Em seguida, respondendo por 34% do total de protestos, as duplicatas alcançaram a marca de 43.198 protestos em outubro, um aumento de 4,6% em relação aos 41.309 protestos de setembro. Apesar de responderem por uma parcela relativamente menor do total de protestos (11,24%), as promissórias registraram forte crescimento no mês passado. No total foram 14.231 protestos, o que representa um aumento de 14,3% em relação aos 12.453 protestos de setembro. Para quem não sabe, os títulos protestados devem ser pagos imediatamente se o devedor não quiser ter seu nome incluído nas listas de maus pagadores.