RADAR INFOMONEY

BRF e Marfrig desistem de fusão bilionária; Light precifica oferta e mais destaques do mercado

Confira os destaques corporativos desta sexta-feira (12)

(Shutterstock)

No Radar InfoMoney desta sexta-feira destaque para BRF e Marfrig com desistência de fusão, à Light com precificação de oferta de R$ 1,875 bilhão, à Usiminas que concluiu captação de US$ 750 milhões e à Embraer com encomenda do governo de Portugal. Confira esses e outros destaques.

BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3)

A BRF e a Marfrig desistiram do acordo para fusão de seus negócios, anunciado há cerca de 40 dias. As duas companhias, que haviam acertado um prazo de 90 dias para organizar a fusão, desistiram das conversas por não terem conseguido chegar a um consenso sobre temas de governança corporativa que guiariam a nova companhia.

“Apesar do término das tratativas para a combinação de seus negócios, o relacionamento comercial entre a companhia (BRF) e a Marfrig permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados”, informou a BRF.

O fim dessa negociação, no entanto, pode não ser o ponto final em uma eventual parceria entre as duas empresas. Segundo uma fonte ouvida pelo jornal O Estado de S. Paulo ligada às negociações, BRF e Marfrig poderão retomar as conversas, em outros termos. A falta de consenso sobre governança pode ter sido gerada pelo anúncio prematuro da fusão.

A dificuldade era em definir os papéis dos executivos da BRF e da Marfrig na nova companhia. “Havia muitas dificuldades”, definiu essa fonte ao Estadão. Outra questão complexa seria o fato de os fundos de pensão – Petros e Previ, sócios relevantes na BRF – não verem a união com bons olhos. A Previ era abertamente contrária ao negócio.

Do outro lado da mesa, na Marfrig, haveria dúvidas se a fusão valeria a pena para o empresário Marcos Molina, que ficaria sem poder no novo negócio. Hoje, a Marfrig fornece carne bovina à BRF para produção de hambúrgueres, por exemplo.

Estácio (ESTC3)

A Estácio Participações mudou a marca da companhia, que passará a ser conhecida como YDUQS. “A marca Estácio permanecerá servindo nossas operações atuais no segmento de educação superior”, destaca o comunicado ao mercado.

Segundo a empresa, a alteração da marca da holding abre uma nova fase de crescimento, que tem como objetivos “dedicar recursos em negócios já existentes”; “construir posicionamentos diferentes por meio de novas marcas”; e “desenvolver novos negócios”.

“Neste momento, a denominação social “Estácio Participações S.A.” e os códigos de negociação na B3 e ADR não serão alterados”, acrescentou a instituição de ensino.

Tenda (TEND3)

PUBLICIDADE

A Tenda divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre e projeções (guidances) para este ano. Segundo a empresa, em 2019, estima-se que a margem bruta ajustada oscilará entre 34,0% e 36,0%. Já as vendas líquidas este ano oscilarão entre R$ 1,950 bilhão e R$ 2,150 bilhão.

Em relação à prévia operacional, a Tenda lançou 13 empreendimentos, totalizando R$ 592,3 milhões em Valor Geral de Vendas no segundo trimestre, aumentos de 9,9% e 53,6% em relação ao VGV lançado no segundo trimestre do ano passado e primeiro trimestre deste ano, respectivamente.

“O aumento significativo no 2T19 com relação ao 1T19 resultou em maior utilização de caixa em incorporação neste trimestre. O VGV lançado nos últimos doze meses atingiu R$ 2,09 bilhões”, acrescentou a empresa.

As vendas brutas totalizaram R$ 536,9 milhões no segundo trimestre, alta de 1,7% na comparação anual. Na comparação com o primeiro trimestre, houve aumento de 21,2% no VGV de vendas brutas.

A velocidade sobre a oferta (VSO) foi de 32,3% no segundo trimestre, 2,4 pontos porcentuais acima primeiro trimestre, mas 4,3 abaixo do segundo trimestre do ano passado.

Para o Itaú BBA, os números operacionais da Tenda de abril a junho foram “sólidos”, com os lançamentos mostrando uma melhora robusta na comparação trimestral e com a empresa conseguindo manter uma saudável velocidade de vendas “sob uma estrutura de subsídios menos benigna”.

“A geração de caixa provavelmente será a única ressalva do trimestre, já que a empresa incorreu em maiores desembolsos para terrenos. Antecipamos uma reação ligeiramente positiva do mercado aos números”, acrescentou o Itaú BBA.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Marisa comunicou que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Ribeiro Pimentel como Diretor Presidente da Companhia, sucedendo Marcio Goldfarb.

PUBLICIDADE

“O Conselho de Administração da Marisa Lojas S.A. agradece ao Sr. Marcio Goldfarb pelo empenho e deseja ao novo Presidente e ao Corpo Diretivo da Companhia que suas trajetórias sejam repletas de sucesso e plenamente alinhadas com o processo de retomada do crescimento visando maior geração de valor para os nossos acionistas”, afirmou a empresa no comunicado. 

Light (LIGT3)

A elétrica Light informou que o Conselho de Administração aprovou o preço por ação de R$ 18,75 dentro do processo de aumento do capital, que deverá somar R$ 1,875 bilhão. Segundo o fato relevante, a oferta equivale à emissão de 100 milhões e a distribuição secundária de 33 milhões de ações.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou que foi concluída a precificação dos títulos representativos de dívida (notes) a serem emitidos por sua subsidiária integral Usiminas International, no montante de US$ 750 milhões, com cupom (juros) de 5,875% ao ano, a um preço de emissão de 98,594% do montante principal, com taxa de rendimento (yield) de 6,125% ao ano e vencimento em 18 de julho de 2026. A liquidação da oferta está prevista para ocorrer em 18 de julho de 2019.

Camil (CAML3)

A Camil Alimentos divulgou os seus resultados do primeiro trimestre, referentes ao período de março a maio, reportando um lucro líquido de R$ 49,8 milhões, representando uma alta de 52,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) encerrou o período em R$ 83 milhões, o que significou uma alta de 1,2%. A margem Ebitda, por sua vez, recuou 1,5 ponto porcentual, para 6,7%.

A receita líquida atingiu R$ 1,237 bilhão, um avanço de 23,2%, puxada pelas operações no Brasil, que registraram alta de 34,4%, para R$ 941,5 milhões. Com o exterior, o faturamento recuou 2,8%, para R$ 295 milhões.

Na avaliação do Itaú BBA, o resultado foi negativo, com o Ebitda 8% abaixo das expectativas. “Dificuldades em repassar os aumentos de preços das matérias-primas foram a principal razão para a falha.”

Ainda de acordo com análise do Itaú BBA, Os aumentos nos preços das matérias-primas ficaram bem abaixo dos aumentos de custos de insumos, levando a uma margem bruta decepcionante.

PUBLICIDADE

A margem bruta da companhia encerrou o primeiro trimestre em 23,2%, representando uma retração de 3 pontos porcentuais.

No entanto o Itaú destaca que Camil ganhou participação de mercado, tanto em valor quanto em volume em seus principais segmentos.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que, em continuidade aos estudos sobre potencial alienação do controle da subsidiária integral Copel Telecomunicações, realizou a contratação do Banco Rothschild para atuar como assessor financeiro e do escritório de advocacia Cescon Barrieu, como assessor jurídico. Os assessores vão auxiliar a Copel nas próximas etapas da venda da subsidiária de serviços de telecomunicações.

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia informou a prévia dos seus resultados do segundo trimestre, com um recuo de 4,8% na energia gerada na comparação com o mesmo período do ano passado, para 3.762 GWh.

Desse montante, as energias renováveis no período subiram 11,5%, com destaque para alta de 15,2% na geração hidráulica e recuo de 8,9% na eólica. Já a geração térmica recuou 54,9%.

No acumulado dos seis primeiros meses, a energia gerada recuou 3%, para 8.167 GWh, refletindo a alta de 12,6% das energia renováveis, mas a queda de 49,6% nas térmicas.

A capacidade instalada no segundo trimestre atingiu 3.835 MW, das quais 3.302 MW foram de renováveis e 533 MW de térmicas.

A energia injetada no sistema cresceu 5,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 16.606 GWh. Na Coelba, a alta foi de 6,9%; na Celpe, de 7,7%; na Cosern, de 3,5%; e na Elektro, de 2,1%.

Embraer (EMBR3)

O Governo de Portugal anunciou um pedido firme para cinco aviões de transporte aéreo multimissão KC-390 da Embraer como parte do processo de modernização das capacidades da Força Aérea Portuguesa. As entregas estão programadas para começar em 2023.

“O KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado”, destacou a Embraer em comunicado.

Segundo a fabricante de aeronaves, o modelo KC-390 é capaz de realizar diversas missões militares e civis, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento e combate a incêndios florestais e acrescenta capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, e reabastecimento em voo.

Braskem (BRKM5) e Itaú (ITUB4)

A Odebrecht sofreu ontem o primeiro revés desde que entrou com pedido de recuperação judicial, no mês passado. Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a proibição dos credores de executarem as garantias dadas pelo grupo, sendo a maioria em ações da petroquímica Braskem. Ou seja, os credores poderão agora vender as ações da empresa, controlada pela Odebrecht.

A liminar atende a um pedido feito pelo Itaú Unibanco no início do mês, no qual alega que o “grupo Odebrecht sempre concordou com a garantia e sua natureza extraconcursal”. Portanto, não caberia agora defender sua “essencialidade e necessidade de manutenção para continuidade das atividades e sobrevivência das empresas”. A liminar atende a um pedido do Itaú, mas, segundo a Reuters, o Banco do Brasil encaminhou pedido semelhante.

Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e aéreas

Uma nota divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indica que Gol e Latam terão dificuldade de ficar com os slots (autorizações de pousos e decolagens) que arremataram na quarta-feira em leilão da Avianca Brasil. O órgão afirmou que a Avianca ou qualquer empresa que assumisse seus ativos só teria direito a usufruir deles se a aérea cumprisse metas de regularidades dos aeroportos. O problema é que a empresa está sem operar e perdeu seus direitos em Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont e Recife. O caso será analisado pelo STJ.

Magazine Luiza (MGLU3)

Os clientes do Magazine Luiza que abriram o aplicativo da empresa na madrugada da última quinta-feira tiveram acesso a um cupom que dava R$ 1 mil de desconto para qualquer produto da loja online que custasse acima de R$ 1 mil. A “promoção relâmpago”, que começou a valer a partir das 4h de ontem, resultou de uma falha no sistema da varejista. A companhia, porém, vai honrar todas as compras com uso dos cupons de descontos feitas durante esse período.

(Agência Estado)

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações