PRIO e PetroRecôncavo caem mais de 3% seguindo petróleo; Petrobras tem leves perdas

O movimento ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu um novo ataque ao Irã enquanto busca um acordo

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

As ações das petroleiras estiveram mais uma vez entre os “extremos” do Ibovespa nesta segunda-feira (3), desta vez entre os destaques de queda em meio à forte baixa do petróleo.

Brava (BRAV3, R$ 19,44, -1,82%), PRIO (PRIO3, R$ 58,50, -3,86%), PetroRecôncavo (RECV3, R$ 10,33, -3,19%) tiveram quedas expressivas, enquanto Petrobras (PETR3, R$ 48,62, -0,86%; PETR4, R$ 43,05, -0,85%) fechou com leves perdas.

O movimento ocorre depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu um novo ataque ao Irã enquanto busca um acordo para encerrar as disputas envolvendo o programa nuclear iraniano e permitir a reabertura das rotas marítimas da região. A notícia reduziu parte do prêmio de risco embutido no petróleo nas últimas semanas, levando a uma forte realização nos contratos da commodity.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em baixa de 5,11% (US$ 4,33), a US$ 80 34 o barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 4,73% (US$ 4,16) a US$ 83,77 o barril.

A correção acontece após um mês de forte valorização. Em julho, os contratos do petróleo acumularam ganhos superiores a 20%, impulsionados pela retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, ataques a petroleiros na região de Omã e temores de interrupções no fornecimento global de petróleo.

Agora, o mercado passa a precificar um cenário de menor risco para a oferta global da commodity.

Continua depois da publicidade

Além da possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã, outro fator que pesou sobre os preços foi a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de aprovar um aumento da produção em cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro. A expectativa de oferta maior contribuiu para reforçar o movimento de queda das cotações.

Para as empresas brasileiras do setor, o petróleo mais barato tende a reduzir as expectativas de geração de caixa e lucro, o que explica a pressão sobre os papéis. Historicamente, Petrobras, PRIO, Brava Energia e PetroReconcavo apresentam forte correlação com os movimentos do Brent.

O mercado, contudo, segue atento à evolução das negociações no Oriente Médio. Analistas destacam que ainda existe incerteza sobre a efetiva reabertura das rotas marítimas estratégicas da região, especialmente diante da continuidade de ataques a embarcações e da fragilidade das tratativas diplomáticas.

Continua depois da publicidade

Segundo Tony Sycamore, analista da IG ouvido pela Reuters, a principal dúvida dos investidores é se as esperanças de um acordo entre Estados Unidos e Irã serão sustentadas ou se o impasse voltará a ganhar força, reintroduzindo um prêmio de risco ao petróleo.

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.