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As ações da Brava Energia (BRAV3) operam em baixa nesta sexta-feira (24), um dia após a Ecopetrol lançar uma oferta para assumir o controle da petroleira. A proposta não parece ter animado o mercado e levantou dúvidas sobre os termos da operação e os próximos passos da companhia sob eventual controle da estatal colombiana. Às 11h05, os pepéis recuavam 4,31%, a R$ 19,30.
O Morgan Stanley rebaixou a recomendação para Brava de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para equal-weight (exposição igual a média do mercado, equivalente à neutro) por fatores técnicos, avaliando que o preço da oferta de R$ 23 por ação deve funcionar como uma âncora no curto prazo, limitando o potencial de valorização. Com isso, o preço-alvo também foi reduzido de R$ 28 para R$ 23.
O banco avalia que os investidores dificilmente atribuirão uma avaliação acima de R$ 23 por ação diante da oferta, especialmente porque o free float remanescente representará uma participação minoritária em relação à Ecopetrol.
Na visão da instituição, há sinergias adicionais limitadas ou espaço restrito para melhorias operacionais sob a estrutura proposta, além de maior acesso a capital e uma possível melhora no rating de crédito.
Embora o Morgan Stanley siga com uma visão favorável sobre os ativos da Brava, refletindo a melhora de execução ao longo do último ano, o banco aplicou um desconto de cerca de 18% sobre o valor justo anterior de R$ 28 por ação, por razões técnicas, alinhando o novo preço-alvo de R$ 23 ao preço da oferta pública.
O Morgan Stanley também chama atenção para o tag along incerto, mecanismo que garante aos acionistas minoritários o direito de vender suas ações em condições semelhantes às do controlador em caso de mudança de controle.
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Segundo o banco, a interpretação das empresas é que não haveria obrigação de estender o tag along integral aos minoritários, uma vez que a Brava não possui um controlador definido. Nesse cenário, a Ecopetrol passaria a ser vista como novo controlador, e não como substituta de um já existente. “Ainda assim, o tema pode gerar disputas, com minoritários potencialmente recorrendo ao regulador brasileiro”, conclui.

