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A Brava (BRAV3) volta a figurar entre as ações mais “esticadas” do Ibovespa à luz do Índice de Força Relativa (IFR). A leitura mais recente posiciona o indicador em 76,65 pontos, nível clássico de sobrecompra, indicando que, após uma sequência robusta de altas, o papel pode se aproximar de um ajuste técnico. No acumulado de 2025, a companhia registrou queda de 28,40%, enquanto, nos últimos 12 meses, recua 29,12%.
Já a Cyrela (CYRE3) aparece no extremo oposto, entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 22,94 pontos, patamar característico de sobrevenda. Esse cenário pode apontar uma possível assimetria para investidores, embora seja fundamental acompanhar atentamente a dinâmica do papel e os catalisadores capazes de sustentar uma reação mais consistente. Em 2025, a ação acumulou ganho de 74,75%, ao passo que, no horizonte de 12 meses, a valorização chega a 90,34%.
IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, avalia a força dos movimentos de preço em uma escala de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam indicar sobrecompra, enquanto valores abaixo de 30 sugerem survenda.
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Em termos práticos, isso indica que a Brava pode estar passando por um momento de forte otimismo, ao passo que Cyrela enfrenta maior pressão vendedora — condição que, por vezes, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também aparecem na lista das ações em região de sobrecompra: CPFL Energia (CPFE3), Prio (PRIO3), CVC (CVCB3) e Vale (VALE3).
Do lado oposto, entre os papéis mais pressionados no momento, estão Axia Energia (AXIA6), Minerva (BEEF3), Gerdau (GOAU4) e SLC Agrícola (SLCE3), negociando em áreas técnicas consideradas mais frágeis.

Análise técnica Brava (BRAV3)
A Brava Energia negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, confirmando o movimento de recuperação de curto prazo após a mínima histórica em R$ 13,30. No entanto, o ativo se aproxima de uma resistência técnica importante na média móvel de 200 períodos, em torno de R$ 17,80, região que tende a exigir maior força compradora para continuidade da alta.
Na última sessão, a ação recuou 1,01%, encerrando aos R$ 16,67. O IFR (14) em 76,65 pontos indica sobrecompra, o que eleva a probabilidade de correções ou lateralização no curto prazo, especialmente após o forte afastamento das médias.
Tecnicamente, a recuperação ganha continuidade apenas com a superação de R$ 17,21, sobretudo da faixa em R$ 17,80. Caso contrário, o ativo pode buscar ajustes em regiões de suporte.
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Resistências: R$ 17,21; R$ 17,80; R$ 18,12; R$ 19,06; R$ 20,65 e R$ 21,15.
Suportes: R$ 16,31; R$ 15,40; R$ 14,62; R$ 13,92 e R$ 13,30.

Análise técnica Cyrela (CYRE3)
A Cyrela entrou em movimento corretivo mais forte no curto prazo, negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que indica predomínio da força vendedora. O preço está afastado das médias, condição que aumenta a chance de repique técnico, embora o viés imediato ainda seja de cautela.
Na última sessão, a ação registrou queda de 3,77%, com formação de gap de baixa. Mesmo assim, o desempenho de fundo segue positivo, com alta de 74,75% em 2025 e 90,34% nos últimos 12 meses, o que caracteriza o movimento atual como realização após forte tendência de alta. O IFR (14) em 22,64 pontos sinaliza zona de sobrevenda, reforçando a possibilidade de reação pontual no curto prazo.
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Tecnicamente, uma eventual recuperação passa pela superação de R$ 25,95. Já um cenário mais construtivo exigiria a reconquista da média de 200 períodos, em R$ 27,81.
Resistências: R$ 25,95; R$ 27,02; R$ 27,81; R$ 28,86; R$ 31,20 e R$ 33,61.
Suportes: R$ 23,96; R$ 22,86; R$ 20,25; R$ 18,45 e R$ 16,11.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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