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SÃO PAULO – O preço do chocolate vai aumentar em diversas partes do mundo, mas o brasileiro continuará comendo a guloseima em 2008 pelo mesmo preço deste ano. É o que garante o vice-presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivado), Maurício Weiand.
“Apesar do aumento anunciado na Suíça, na França e em outros países da Europa, aqui no Brasil não haverá alteração de preço. No máximo haverá um reajuste no mesmo índice da inflação, mas nada fora disso”, garante Weiand.
O vice-presidente garante que não há motivos para que o produto passe por aumentos. “Alguns países estão enfrentando falta de matéria prima, como o cacau. Mas aqui, enquanto o preço do cacau sobe, o açúcar cai, e um compensa o outro. O mesmo acontece com os outros produtos utilizados e o material para a embalagem. Não há nenhum aumento significativo no preço dos produtos que são necessários para colocar o chocolate a venda, portanto, não tem porque ele aumentar”.
Fabricantes
A Nestlé, uma das gigantes do ramo de chocolate, confirmou a afirmação de Weiand.
Embora a empresa tenha anunciado que aumentará entre 5% e 6% os preços de seus produtos na França – em meados de dezembro ou começo de janeiro – a assessoria da empresa afirmou que no Brasil não haverá reajuste.
Procurada pela equipe da InfoMoney, a fabricante Garoto não se pronunciou a respeito dos preços para o próximo ano.
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Consumo
Uma pesquisa realizada pela Nielsen revelou que o consumo de chocolate é crescente no Brasil. Enquanto em 2004, foram consumidos 95.946 milhões de quilos do produto, em 2006 esse número subiu para 118.124 milhões.
Ainda segundo a pesquisa, em 2004 a guloseima movimentou R$ 1.966.048 bi, enquanto em 2006 o montante negociado foi de R$ 2.512.426. A região Sul foi a que mais gastou com o produto, respondendo por 28% do faturamento no ano passado.