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SÃO PAULO – As famílias brasileiras “apertaram o cinto” depois da crise global da economia e não embarcaram mais com tanta intensidade em voos domésticos. Diante disso, as companhias aéreas foram forçadas a reduzir preços.
No ano passado, a variação dos valores das passagens aéreas nacionais em 12 meses chegou a ser de 62,02%, a exemplo do que ocorreu entre junho de 2007 e de 2008. Com a demanda aquecida, era possível aumentar os preços. Este ano, por sua vez, a variação em 12 meses chegou a cair 18%, segundo dados de maio.
“Uma parte dessa queda pode ser atribuída à crise”, afirmou o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), André Braz.
Controle financeiro
Os dados se referem às compras planejadas de passagens aéreas nacionais, cotadas 30 dias antes da viagem. Por isso, são excluídas as aquisições feitas em balcões das companhias nos aeroportos, que normalmente são realizadas em viagens de negócios.
De acordo com Braz, depois da crise, muitas famílias começaram a cortar gastos e, como as viagens têm despesas múltiplas (com hotéis, passeios, passagem aérea etc), ficaram entre os primeiros itens a serem eliminados.
“Ela saiu da pauta de consumo quando o brasileiro começou a não ter mais certeza sobre o seu emprego. Essa incerteza limitou o consumo do serviço e isso provocou queda de preços”, explicou.
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Um outro motivo apontado por ele foi uma maior concorrência no setor, já que outras empresas aéreas foram autorizadas a operar em alguns itinerários.