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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (25) que o Brasil vai elevar para US$ 14 bilhões o aporte do País ao programa de linha de crédito NAB (New Arrangement to Borrow) do FMI (Fundo Monetário Internacional). A cifra anterior era de US$ 10 bilhões.
De acordo com o ministro, o valor disponibilizado pelo Brasil fica à disposição do FMI e sairá das reservas internacionais apenas se for solicitado. Além disso, a participação dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) poderá chegar em até 15% da linha de crédito do Fundo. Com esse total, os países terão direito a veto no NAB, informou o ministro.
Mantega declarou ainda que esta medida não implicará em queda das reservas internacionais brasileiras, atualmente acima de US$ 235 bilhões. O Brasil deverá comprar os “Direitos Especiais de Saques” para poder disponibilizar este montante ao FMI, que passarão a compor as reservas cambiais.
Novos estímulos
Também nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda anunciou a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor de móveis e a prorrogação do imposto menor no caso de materiais de construção. Segundo ele, o custo para o governo com esses incentivos fiscais é estimado em cerca de R$ 900 milhões.