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SÃO PAULO – Os analistas da Bradesco Corretora apostam em uma alta de 35% para o preço de referência do minério de ferro para 2010, contra uma expectativa anterior de 5%. Segundo eles, o mercado está mostrando “extremo aperto entre a oferta e a demanda” em meio à aproximação de novas negociações.
Segundo os analistas, o aperto entre a oferta e demanda é explicado pela recuperação da produção de aço, o cancelamento de projetos de expansão de minério de ferro depois da crise e o fato de que na Índia a tributação das exportações é atualmente de 5% a 10%. “Os preços à vista (spot) atuais indicam que nem mesmo uma desaceleração na China poderia impedir o crescimento de dois dígitos dos preços de lista atuais”, afirmam.
Vale
Simultaneamente, a corretora do Bradesco também eleva suas projeções para empresas do segmento. A Vale é escolhida como top-pick, com preço-alvo para os papéis preferenciais classe A (VALE5) passando de R$ 55,30 para R$ 62,40; e para os ordinários (VALE3) de R$ 64,50 para R$ 72,80. A recomendação é de “alta performance”.
Em relação às premissas adotadas, os analistas creem em uma redução de 8,5% no Ebitda (geração operacional de caixa) no último trimestre de 2009. Porém, para 2010 e 2011 as perspectivas são melhores.
MMX
Já para a MMX (MMXM3), o preço-alvo é elevado de R$ 21,70 para R$ 22,30 por ação, contando também com recomendação de “alta performance”. Apesar de apresentar um upside potencial de magnitude semelhante ao da Vale, a MMX foi preterida na escolha da top pick por apresentar mais riscos do que a blue chip.
Da mesma forma que a Bradesco Corretora, os analistas da Brascan também revisaram suas perspectivas em relação à MMX. Para eles, a relação entre o risco e o retorno que a ação da empresa oferece “não se encontra em um patamar muito atrativo”.
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A recomendação da Brascan para a MMX é “market perform” (desempenho na média do mercado) com um preço-alvo de R$ 16,01 a ação.
Possíveis riscos
De acordo com o relatório da Bradesco Corretora, a sustentabilidade da demanda dos metais na China é vista como um possível risco, além da alta dos juros. “No entanto, admitimos que está sendo criado valor no processo de privatização das terras na China, que está relacionado com o segmento de habitação, um importante direcionador para o consumo de aço e de minério de ferro na China”, ressalta a Bradesco Corretora.