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SÃO PAULO – O Bradesco Corretora iniciou cobertura do Santander Brasil (SANB11) com preço-alvo de R$ 25,80, representando um potencial de valorização de 21,9% frente ao fechamento do dia 15 de março, e recomendação performance de mercado.
Cerca de cinco meses após o banco realizar oferta primária de ações que totalizou R$ 13,2 bilhões, a unidade do Santander no Brasil possui ativos totais de R$ 342,3 bilhões, sendo o quarto maior banco em operação no País.
Múltiplos
Principal referência para curto prazo no caso dos bancos brasileiros, na opinião dos analistas, o P/L (relação entre preço da ação e lucro esperado) para 2010 é de 14,1 vezes. No entanto, os ativos estão sendo negociados com P/L de 11,5 vezes, o que representa um desconto de até 20,5% com relação ao Itaú Unibanco, até 10,9% em relação ao Bradesco, e um prêmio de pelo menos 9,8% com relação ao Banco do Brasil.
Já para o longo prazo, o P/VPA (preço sobre valor patrimonial da ação) é visto como a principal medida para medir pontecial de valorização relativo, combinado como o retorno sobre o patrimônio líquido. Os números estimados para o Santander para esses múltiplos ficam em 2,1 vezes e 15,0%, respectivamente, ambos para 2010. Apesar de considerado baixo, o retorno sobre PL deve convergir com o dos pares, em função do poder da marca e sua escala, mesmo demorando alguns anos.
“No entanto, acreditamos que o Santander Brasil ainda precisa crescer mais que as instituições comparáveis para utlizar seu excesso de capital”, resumem os analistas.
Integração e sinergias
Para a equipe, a integração com o Banco Real será menos morosa e mais eficiente do que ocorreu com o Banespa e outros bancos adquiridos antes de 2000, com os sistemas do Santander já operando. “A instituição foi bastante precisa nas suas indicações em relação às sinergias e o cronograma da integração”, afirmam.
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Segundo a administração do banco, as sinergias devem totalizar no mínimo R$ 2,4 bilhões, e já estavam em R$ 1,1 bilhão em 2009.
Ainda com relação a aquisição, a equipe do Bradesco destaca que por vários anos a alíquota de imposto de renda deve ser mais baixa, em função de grande montante de créditos fiscais decorrentes da aquisição. Segundo os analistas, os benefícios devem reduzir em R$ 3 bilhões o total de impostos a pagar pelo banco em 2010.
Um risco, entretanto, refere-se a atual situação da Espanha, que enfrenta recessão e pode necessitar de um ajuste fiscal severo. Em fuinção desse cenário, pode haver impactos negativos para a unidade brasileira do banco espanhol, mas os analistas acreditam que “os padrões de governança corporativa garantem certo grau de independência para as operações no Brasil”.