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Bolsas mundiais recuam após dados de inflação dos EUA acima do esperado; serviços no Brasil e mais assuntos do mercado hoje

Temporada de resultados agitada por aqui também movimenta o mercado, assim como declarações do novo ministro de Minas e Energia

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros dos EUA e bolsas da Europa recuam, mesmo sentido do fechamento dos mercados asiáticos na manhã desta quinta-feira (12), em continuidade ao movimento de Wall Street na véspera. Isso após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de abril vir acima das expectativas e manter viva a possibilidade de o Fed acelerar e/ou alongar o ciclo de aperto do juro americano.

O CPI em abril saltou 8,3% na comparação anual, acima do esperado e ainda perto de sua alta de 40 anos, de 8,5%.  Os analistas ainda monitoram se os dados sugerem que a inflação atingiu um pico.

Nos dados econômicos, os investidores estarão atentos aos mais recentes pedidos de auxílio-desemprego, que serão divulgados às 9h30. Eles também estão de olho em novos dados sobre o índice de preços ao produtor, que mede os preços no atacado.

Por aqui, a safra de balanços segue firme com dezenas de empresas reportando seus resultados do primeiro trimestre. Em indicadores, sai a pesquisa mensal de serviços, prevista para às 9h.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em queda na manhã de quinta-feira, em continuidade ao movimento da véspera, depois que os últimos dados do CPI mostraram inflação acima do previsto.

Os números contribuíram pouco para aliviar preocupações de investidores com as perspectivas para a inflação e as taxas de juros.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,47%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,63%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,11%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com as ações de tecnologia sendo vendidas após perdas em Wall Street – depois que dados mostraram que o índice de preços ao consumidor nos EUA em abril permaneceu perto do nível mais alto em mais de 40 anos.

  • Shanghai SE (China), -0,12%
  • Nikkei (Japão), -1,77%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,24%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,63%

Europa

Os mercados europeus recuam forte nesta quinta-feira, com os mercados globais digerindo a última leitura de inflação dos EUA. A leitura despertou preocupações de que um caminho de alta agressiva das taxas esteja à frente.

Entre os dados econômicos do continente, a atividade do Reino Unido encolheu 0,1% em março, mas expandiu 0,8% no primeiro trimestre de 2022 como um todo, mostraram números oficiais desta quinta-feira.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -2,25%
  • DAX (Alemanha), -2,19%
  • CAC 40 (França), -2,32%
  • FTSE MIB (Itália), -1,59%

Commodities

As cotações do petróleo recuam mais de 2% nesta quinta-feira, em uma semana volátil, com preocupações econômicas e temores de recessão perseguindo os mercados globais, superando as preocupações com a oferta e as tensões geopolíticas na Europa.

  • Petróleo WTI, -2,50%, a US$ 103,06 o barril
  • Petróleo Brent, -2,26%, a US$ 105,08 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,36%, a 796,00 iuanes, o equivalente a US$ 117,21

Bitcoin

O preço do bitcoin caiu brevemente abaixo de US$ 27.000 pela primeira vez desde dezembro de 2020, continuando uma recente liquidação no espaço de criptomoedas em um cenário de sentimento de risco mais amplo entre os investidores.

  • Bitcoin, -10,99% a US$ 27.806,28 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Nesta quinta-feira (12), é a vez do índice de preços ao produtor (PPI), que, segundo projeções do mercado, deve avançar 0,5% de março para abril. No exterior, destaque para o relatório de produção da Opep+, às 17h55.

Brasil

9h: Pesquisa de serviços de março, com projeção Refinitiv de alta de 0,7% na base mensal e de 8,5% na anual.

EUA

9h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal, consenso aponta para 195 mil solicitações

9h30: índice de preços ao produtor (PPI) de abril, com projeção Refinitiv de alta de 0,5% na comparação mensal e de 10,7% na anual

3. Falas do novo ministro

Em seu primeiro pronunciamento como ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida afirmou na quarta que solicitou estudos ao governo federal para privatização da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Pré-Sal Petróleo (PPSA), responsável pelos contratos da União do pré-sal. Aliado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o economista também defendeu o prosseguimento da venda da Eletrobras, que depende de aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Meu primeiro ato como ministro de Minas e Energia é solicitar ao ministro (da Economia) Paulo Guedes, presidente do Conselho do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), que leve ao conselho a inclusão da PPSA no PND (Programa Nacional de Desestatização) para avaliar as alternativas para sua desestatização”, disse em declaração à imprensa. “Ainda como parte do meu primeiro ato, solicito também o início dos estudos tendentes à proposição das alterações legislativas necessárias à desestatização da Petrobras”, completou.

Reforma tributária não deve avançar por ora no Senado

Ressuscitada nesta semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que defendeu uma versão mais enxuta da reforma tributária, a matéria não apresenta sinais de que vá caminhar, por ora, no Senado, ainda que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tenha a intenção de votá-la ainda neste semestre.

Fontes consultadas pela Reuters apontam que os dois principais senadores envolvidos no andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto –o relator, Roberto Rocha (PTB-MA), e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde a medida tramita no momento– não devem retomar a discussão por enquanto.

Câmara aprova bônus para policiais federais

A Câmara aprovou o pagamento de um adicional por sobreaviso aos policiais federais, em meio aos protestos da categoria contra o governo por causa de um aumento salarial prometido e não entregue. A medida provisória (MP) segue agora para análise do Senado Federal, que precisa aprová-la até 25 de maio.

Governo zera imposto de importação de alguns alimentos

O governo federal anunciou ontem que vai zerar a alíquota do imposto de importação de sete categorias de produtos alimentícios. A decisão foi tomada pelo Comitê-executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), do Ministério da Economia.

Em coletiva de imprensa para detalhar as medidas, o secretário-executivo da pasta, Marcelo Guaranys, disse que o objetivo da medida é conter o avanço da inflação no país.

Carnes, farinha de trigo e biscoitos estão entre os produtos afetados pela decisão.

4. Covid

Na última quarta-feira (11), o Brasil registrou 121 mortes e 23.071 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 97, um recuo de 2% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 16.413, o que representa alta de 29% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 164.996.039 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 76,8% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 177.644.296 pessoas, o que representa 82,69% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 89.015.596 pessoas, ou 41,44% da população.

5. Radar Corporativo

Dezenas de empresas divulgam seus resultados do primeiro trimestre, entre elas: Aeris (AERI3), Allied (ALLD3), Alper (APER3), Americanas (AMER3), B3 (B3SA3), Banco Modal (MODL11), Banrisul (BRSR6), Bemobi (BMOB3), Banco BMG (BMGB4), Bradespar (BRAP4), Brasil Brokers (BBRK3), Brisanet (BRIT3), brMalls (BRML3), Burger King (BKBR3), CCR (CCRO3), Cogna (COGN3), CPFL Energia (CPFE3), Dasa (DASA3), Enauta (ENAT3), Energisa (ENGI11), Eneva (ENEV3), Eternit (ETER3), Even (EVEN3), EzTec (EZTC3), Ferbasa (FESA4), Focus Energia ([ativo=POWE3]), GPS (GGPS3), Grupo Soma (SOMA3), Guararapes Riachuelo (GUAR3), Hermes Pardini (PARD3), IMC (MEAL3), Infracommerce (IFCM3), JHSF (JHSF3) e Le Lis Blanc / Restoque (LLIS3).

Locaweb (LWSA3), Melnick (MELK3), Mosaico (MOSI3), MRV (MRVE3), Oceanpact (OPCT3), Ouro Fino (OFSA3), Plano & Plano (PLPL3), Portobello (PTBL3), Priner (PRNR3), Randon (RAPT3), Rede D’Or (RDOR3), Smartfit (SMFT3), SYN (SYNE3), Tecnisa (TCSA3), Time For Fun (SHOW3), Track & Field (TFCO4), Trisul (TRIS3), Triunfo (TPIS3), Tupy (TUPY3), Unicasa (UCAS3), Viver (VIVR3), Westwing (WEST3), Wiz (WISZ3) e Yduqs (YDUQ3) também divulgam resultados após o fechamento do mercado.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil (BBAS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 6,6 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), um desempenho 34,6% superior ao reportado no mesmo período de 2021.

O resultado ficou acima do esperado. O consenso do mercado era de um lucro de R$ 5,34 bilhões, segundo os analistas consultados pela Refinitiv.

JBS (JBSS3)

A JBS (JBSS3) reportou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), um crescimento de 151,4% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 46,7% no 1T22, totalizando R$ 10,1 bilhões.

Minerva (BEEF3)

A Minerva (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 114,6 milhões no 1º trimestre, retração de 55,8% na comparação com mesmo período de 2021.

O Ebitda somou R$ 646 milhões, alta de 33,2% em relação ao mesmo período de 2021.

Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM5) reportou lucro líquido de R$ 3,884 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), um crescimento de 56% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente caiu 30% no 1T22, totalizando R$ 4,845 bilhões.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae (ALSO3) registrou lucro líquido de R$ 55,9 milhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), um desempenho 33,6% superior ao reportado no mesmo trimestre de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 27,8% no 1T22, totalizando R$ 184,9 milhões.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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