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Bolsas mundiais caem forte antes da super quarta e com Covid na China: os assuntos do mercado hoje

Aversão ao risco dos mercados continua após inflação ao consumidor dos EUA ficar acima das projeções

Por  Felipe Moreira -

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuam, mesma direção de fechamento dos mercados asiáticos na manhã desta segunda-feira (13), com o sentimento dos investidores sendo dominado pela perspectiva de próximos aumentos das taxas de juros.

A inflação ao consumidor nos EUA (CPI) de maio acima do esperado, na última sexta-feira (10), elevou a tensão para níveis máximos, com os receios de que o pico da inflação ainda não foi atingido e que o Fed está atrás da curva.

O Fed já elevou as taxas duas vezes este ano, incluindo um aumento de 50 pontos base (0,5 ponto percentual) em maio, em um esforço para evitar o recente aumento da inflação.

As preocupações em torno da situação do Covid na China também pesam sobre o sentimento dos investidores nesta segunda-feira. A cidade de Pequim suspendeu eventos esportivos offline, atrasou o retorno às escolas e reforçou outros controles, poucos dias depois de afrouxá-los.

Por aqui, investidores aguardam pela continuidade do ciclo de aperto monetário pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (15). Algumas casas acreditam que será a última vez que o BC elevará juros – um cenário que ganhou força depois que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de maior desacelerou em maio. Mas se uma parte dos analistas acredita que a inflação chegou ao pico, outros acham que os preços vão continuar altos e avaliam que há espaço para novos ajustes na Selic.

Confira mais destaques:

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em forte baixa nesta segunda-feira (13), seguindo a repercussão com a inflação americana de maio acima do esperado divulgada na última sexta-feira (10) , que aumentou ainda mais a pressão sobre o Federal Reserve para intensificar seu aperto monetário na reunião da próxima quarta-feira (15).

O CPI subiu 1,0% em maio, na comparação com abril, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho americano.

Na comparação com abril de 2021, a alta foi de 8,6% (o pior resultado em 12 meses desde dezembro de 1981). Já o núcleo de inflação, que exclui alimentos e energia (cujos preços são mais voláteis), subiu 0,6% na comparação mensal e 6,0% na anual.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -1,96%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -2,43%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -2,99%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em forte baixa na sessão de hoje (13), com preocupações em torno da situação do Covid na China e expectativa de um aperto monetário mais agressivo nos EUA após inflação acima do esperado.

Olhando para o resto da semana, uma série de dados econômicos chineses, incluindo produção industrial e vendas no varejo para maio, devem ser divulgados na quarta-feira.

  • Shanghai SE (China), -0,89%
  • Nikkei (Japão), -3,01%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -3,39%
  • Kospi (Coreia do Sul), -3,52%

Europa

Os mercados europeus operam no vermelho após o dado de inflação nos EUA de maio vir mais alta do que o esperado na sexta-feira, reacendendo temores de que o Federal Reserve precisará aumentar as taxas de forma mais agressiva.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,75%
  • DAX (Alemanha), -2,14%
  • CAC 40 (França), -2,02%
  • FTSE MIB (Itália), -2,30%

Commodities

Os preços do petróleo operam em forte baixa nesta segunda-feira, com um surto de casos de Covid-19 em Pequim reprimindo as esperanças de uma rápida recuperação na demanda de combustível da China, enquanto as preocupações com a inflação global e o crescimento econômico deprimiram ainda mais o mercado.

  • Petróleo WTI, -1,83%, a US$ 118,46 o barril
  • Petróleo Brent, -1,76%, a US$ 119,86 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 1,85%, a 903,50 iuanes, o equivalente a US$ 134,21

Bitcoin

  • Bitcoin, -12,71% a 24.079,22 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A terceira semana de junho será mais curta, aqui no Brasil, por conta do feriado católico de Corpus Christi. Mas antes da B3 fechar, na quinta-feira, os investidores terão uma “super quarta” com decisões sobre juros aqui e nos Estados Unidos. Nos dois casos, é esperado que a autoridades deem continuidade aos seus ciclos de aperto monetário.

Os analistas estão divididos sobre os próximos passos no Comitê de Política Monetária (Copom). Algumas casas acreditam que será a última vez que o BC elevará juros – um cenário que ganhou força depois que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) desacelerou em maio. Mas se uma parte dos analistas acredita que a inflação chegou ao pico, outros acham que os preços vão continuar altos e avaliam que há espaço para novos ajustes na Selic.

O Itaú prevê que a taxa seja elevada em 50 pontos nesta reunião. “Em nossa visão, a elevação estaria de acordo com a mensagem passada após a reunião do mês de maio, no qual a autoridade monetária falaram em um ajuste adicional de menor magnitude, em relação aos 100 pontos bases implementados até então”, escreveram os analistas.

O banco acredita que o Copom sinalize para um aumento moderado na reunião de agosto. “Um aspecto adicional que deve ser considerado desta vez no balanço de riscos do comitê é a possibilidade de redução de impostos que, se implementados, pode implicar em um viés de baixa à inflação projetada para este ano”, complementou a equipe de análise. Para o Itaú, a redução de impostos, destaque na agenda em Brasília para os próximos dias, deverá ter influência limitada na decisão do colegiado desta semana.

Também na quarta-feira termina a reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o Copom do Banco Central dos Estados Unidos. A decisão em si não deve trazer muitas surpresas e os juros no país devem ser elevados em 50 pontos base, para uma taxa entre 1,25% e 1,5%.

Na terça-feira (14) sai o desempenho de setor de serviços para o mesmo mês. O Itaú prevê um crescimento de 0,3% na comparação com março e de 10,4% na comparação anual, “com o componente de serviços oferecidos às famílias expandindo 2,7% mês a mês”.

Nos Estados Unidos, as vendas do varejo saem na quarta-feira, mesmo dia da conclusão da reunião do Federal Reserve.

Na China está prevista uma série de indicadores que ainda devem refletir os recentes lockdowns no país. A produção industrial e as vendas no varejo de maio saem na terça-feira, junto com os dados de emprego e de investimento estrangeiro direto.

Brasil

07h30: Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, participa de reunião do Banking and Risk Management Committee (BRC), promovida pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS)

10h: Paulo Guedes, ministro da Economia, se reúne com o presidente da ABRAINC

14h: Campos Neto se reúne com Maurício J. Claver-Carone, Presidente do BID, Susana Guerra, Gerente do Setor de Instituições para o Desenvolvimento do BID, Morgan Doyle, Representante no Brasil no BID

15h: Balança comercial de maio

16h: Guedes tem reunião com o diretor-executivo de Relações Institucionais da Toyo Setal, David Roquetti Filho

EUA

15h: Discurso de Lael Brainard, integrante do Fomc

3. Preços dos combustíveis segue em foco

O Congresso Nacional continuará focado nas discussões e possíveis votações de projetos voltados à tentativa do governo federal de reduzir os preços de combustíveis.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), marcou para esta segunda-feira (13) a votação do projeto que limita entre 17% e 18% o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte público.

O projeto já foi aprovada pela Câmara, mas pode retornar aos deputados caso os senadores mudem o texto inicial. A proposta sofre resistência por parte dos governos estaduais, que temem que a queda da arrecadação comprometa investimentos e o custeio dos serviços públicos.

TSE informa etapas de auditoria e fiscalizadores

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou as etapas de auditoria dos sistemas que serão utilizados nas eleições de outubro, com cronograma de atuação, e definiu as entidades fiscalizadoras do processo de votação. As informações foram enviadas pelo presidente da Corte, Edson Fachin, aos ministros do TSE e do Superior Tribunal (STF). O documento lista 16 entidades que poderão participar das etapas do processo de fiscalização.

Segundo o texto, as Forças Armadas estão entre as entidades fiscalizadoras do processo de votação e de auditoria das urnas, junto com outros órgãos e entidades, como partidos políticos, federações e coligações; Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Ministério Público; Congresso Nacional; STF; Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal.

4. Covid

No último domingo (12), o Brasil registrou 127 mortes e 33.601 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 156, elevação de 34% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 42.928, o que representa alta de 85% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 166.737.785 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,61% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.798.661 pessoas, o que representa 83,23% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 95.959.178 pessoas, ou 44,67% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras (PETR3; PETR4) recebeu liminar proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinando a paralisação das negociações para a venda do Polo Bahia Terra para o consórcio formado pela Eneva e a PetroRecôncavo (RECV3).

A estatal informou que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis em prol dos seus interesses e de seus investidores e reforçou a aderência do processo competitivo do Polo Bahia Terra às suas normas internas e disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil vai investir R$ 2,1 bilhões na conversão de 124 lojas de um total de 374 unidades do Grupo Big como parte da integração entre as duas empresas. O trabalho será iniciado agora, e a conclusão está prevista para o fim de 2023.

As informações constam em uma apresentação publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste domingo, 12, e que será tema de teleconferência com investidores e analistas na segunda-feira, 13, às 10 horas.

M.Dias Branco (MDIA3) e Ômega Energia (MEGA3)

A M.Dias Branco (MDIA3) fechou uma parceria societária com a Ômega Energia (MEGA3) que tem por objeto a geração de energia por três parques eólicos controlados pela Ômega para o consumo pela Companhia em suas próprias unidades produtivas.

O complexo eólico objeto da Parceria é localizado na cidade de Paulino Neves, no Estado do Maranhão, com capacidade eólica instalada de 97,2 MW, dos quais 18 MW médios serão comercializados junto à Companhia sob o regime de autoprodução por equiparação.

Movida (MOVI3)

A Movida (MOVI3) informou que emitirá R$ 1 bilhão em debêntures sua 8ª emissão. Os papéis serão emitidos em duas séries. Sobre a primeira incidirão juros remuneratórios equivalentes a 8,0525% ao ano, base 252 dias úteis.

Sobre a segunda série incidirão juros remuneratórios equivalentes a 8,3368% ao ano, base 252 dias úteis.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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