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Bolsas europeias caem com tensão na Ucrânia e em semana de Fed; Orçamento sancionado e mais assuntos do mercado hoje

Na agenda, atenção para os dados de PMI nos EUA

Por  Equipe InfoMoney -

A semana começa com queda das bolsas europeias, acompanhando as perdas de sexta-feira nos mercados americanos, enquanto os índices futuros dos EUA passaram a ter leves perdas nesta segunda-feira (24) depois de registrarem leves altas mais cedo, isso após seu pior desempenho semanal desde março de 2020. Na Europa, atenção ainda para a tensão entre a Rússia e a Ucrânia, que impacta os mercados.

Esta semana é marcada pela reunião de política monetária do Federal Reserve, com a expectativa de manutenção dos juros básicos, mas com sinalização do primeiro aumento das taxas para a reunião de março.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Lei Orçamentária Anual de 2022, que estipula reajuste de R$ 1,7 bilhão para funcionários públicos, além de manter os R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, conforme aprovado pelo Congresso no fim de dezembro.

Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros americanos passaram a ter leves perdas nesta segunda-feira (24). Na semana passada, o índice S&P 500 teve sua pior semana desde março de 2020, recuando 5,7% em meio a resultados heterogêneos divulgados pelas empresas e preocupações quanto à perspectiva de alta de juros.

O índice fechou abaixo de sua média móvel de 200 dias pela primeira vez desde junho de 2020. O Dow perdeu 4,6%, em sua pior semana desde outubro de 2020; e o Nasdaq perdeu 7,6%, em sua quarta semana consecutiva com desempenho negativo. Assim, o índice está mais de 14% abaixo de seu patamar recorde de novembro.

Até o momento, mais de 70% das empresas componentes do S&P 500 que divulgaram seus resultados tiveram desempenhos abaixo da expectativa de analistas do mercado, incluindo Goldman Sachs e Netflix. Nesta segunda, a IBM deverá divulgar seus resultados após o fechamento.

Investidores também se mantêm atentos para a reunião do Federal Reserve, que se inicia na terça-feira e se encerra na quarta-feira. O Fed divulga uma declaração e o presidente da instituição, Jerome Powell, fala à imprensa. No domingo, o Goldman Sachs afirmou que prevê quatro elevações dos juros em 2022, mas vê risco de mais altas por conta da inflação.

Veja os principais indicadores dos EUA às 7h30 (horário de Brasília):

Dow Jones Futuro (EUA), -0,03%
S&P 500 Futuro (EUA), -0,14%
Nasdaq Futuro (EUA), -0,32%

Ásia

As bolsas asiáticas tiveram desempenhos variados entre si na segunda-feira, com investidores atentos para a reunião do Federal Reserve. Um fator que vem pesando sobre os mercados é o temor de uma invasão da Rússia sobre a Ucrânia.

Shanghai SE (China), +0,04% (fechado)
Nikkei (Japão), +0,24% (fechado)
Hang Seng Index (Hong Kong), -1,24% (fechado)
Kospi (Coreia do Sul), -1,49% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tem queda, com destaque negativo do setor de tecnologia e positivo do setor de telecomunicações. O mau desempenho vem em meio ao aumento da tensão com a mobilização de tropas da Rússia na fronteira da Ucrânia.

Em uma reunião de 90 minutos na sexta-feira, o secretário de Estado Antony Blinken afirmou ao ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergey Lavrov que o Kremlin poderia reduzir as tensões se removesse 100 mil soldados, além de equipamento bélico, da fronteira da Ucrânia. Após o encontro, Blinken afirmou à imprensa que os Estados Unidos não estão convencidos da alegação da Rússia de que o país não está preparando uma invasão.

Autoridades da Rússia vêm requisitando que os Estados Unidos evitem uma expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o leste. O país também exigiu que os EUA não estabeleçam bases militares no território de nenhum dos Estados que compuseram a antiga União Soviética, ou “usem sua infraestrutura para qualquer atividade militar, ou desenvolvam cooperações militares bilaterais com eles”. A Ucrânia vem buscando ingressar na Otan desde 2002. Uma cláusula do tratado militar prevê que qualquer ataque a um membro é considerado um ataque a todos.

Autoridades ocidentais, inclusive o presidente americano Joe Biden, já afirmaram que esperam que Moscou lance um ataque à Ucrânia. A inteligência dos Estados Unidos indica que isso poderia ocorrer em um mês. No sábado, o Reino Unido alertou que reagirá com sanções caso a Rússia imponha sobre a Ucrânia um líder favorável ao país. No domingo, o Departamento de Estado americano recomendou que todos os seus cidadãos deixem imediatamente a Ucrânia, citando a enorme movimentação militar na fronteira.

A tensão no leste europeu contribui para a alta dos preços do petróleo nesta segunda-feira. Outro fator é a tensão nos Emirados Árabes Unidos, onde caminhões petroleiros sofreram um ataque mortífero por meio de um drone comandado por rebeldes houthi do Iêmen na semana passada. Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+), o que inclui a Rússia, está tendo dificuldades em atingir sua meta de elevação da produção.

FTSE 100 (Reino Unido), -1,06%
DAX (Alemanha), -1,52%
CAC 40 (França), -1,67%
FTSE MIB (Itália), -1,92%

Commodities

Petróleo WTI, +0,31%, a US$ 85,47 o barril
Petróleo Brent, +0,33%, a US$ 88,24 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de 1,66%, a 740 iuanes, o equivalente a US$ 116,93

Bitcoin

No final de semana, o Bitcoin perdeu mais de 8% em meio a preocupações quanto a uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos. Assim, o índice fica quase 50% abaixo de seu valor recorde registrado em novembro.

Os preços do Bitcoin recuam 3,36%, a US$ 34.659,22

2. Agenda

Brasil

8h25: Banco Central divulga Boletim Focus, com a expectativa de analistas sobre indicadores como inflação, juros e PIB
15h: Balança comercial

Estados Unidos

11h45: Índices do Gerente de Compras (PMIs na sigla em inglês) industrial, do setor de serviços e composto, relativos a janeiro

3. Orçamento sancionado

Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA), que fixa a programação das despesas em R$ 4,7 trilhões.

Divulgada nesta segunda-feira no Diário Oficial, a lei estipula reajuste de R$ 1,7 bilhão para servidores públicos, mas não especifica para quais categorias os recursos serão destinados. Anteriormente, o aumento estava previsto para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes de segurança do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o que vem impulsionando a mobilização de servidores de outras categorias por reajustes, em especial fiscais da Receita e funcionários do Banco Central.

Segundo reportagem publicada no domingo pelo jornal Valor Econômico, auxiliares do presidente sugeriram que ele mantivesse a verba no Orçamento, mas deixasse em aberto quais categorias serão contempladas. A ideia é determinar este ponto quando a pressão diminuir.

O valor previsto para o fundo eleitoral no Orçamento de 2022 foi mantido em R$ 4,9 bilhões.

Levantamento do jornal O Globo publicado como manchete de capa nesta segunda-feira mostra que PP, PL e Republicanos, os três principais partidos do Centrão, comandam 32 postos-chave na administração federal que têm sob sua gestão R$ 149,6 bilhões, segundo o Orçamento sancionado na sexta-feira. O Centrão forma a base do governo e apoia a reeleição do presidente, e o valor sob seu comando fica acima do estimado para os ministérios da Defesa (R$ 116,3 bilhões) e da Educação (R$ 137 bilhões).

O Orçamento também prevê um déficit de R$ 79,3 bilhões nas contas públicas. Em nota publicada no domingo, o governo aponta o valor como menor do que o de R$ 170,5 bilhões previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mecanismo que aponta as políticas públicas e prioridades do Estado.

O comunicado ressalta que a LOA contemplou a aprovação de emendas que alteram as regras dos precatórios e viabilizam a ampliação do Auxílio Brasil (R$ 89,1 bilhões), que substitui o Bolsa Família. Também diz que o Orçamento da União está “compatível com os limites para as despesas primárias”, que são os gastos com saúde, educação, construção de rodovias e manutenção da máquina pública.

No sábado, Bolsonaro afirmou que foi “obrigado a vetar” R$ 2,8 bilhões no Orçamento. No comunicado no domingo, a Secretaria-Geral da Presidência disse que “foi necessário vetar programações orçamentárias com intuito de ajustar despesas obrigatórias relacionadas às despesas de pessoal e encargos sociais”, mas não detalhou o foco dos vetos.

Ainda segundo a nota, “será necessário, posteriormente, encaminhar projeto de lei de crédito adicional com o aproveitamento do espaço fiscal resultante dos vetos das programações”.

 

4. Novo recorde na média de casos de Covid

No domingo (23) foram registrados 84.230 novos casos de Covid. A média móvel em sete dias foi de 148.212, alta de 309% em relação ao patamar de 14 dias antes e o sexto recorde consecutivo, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa divulgadas às 20h.

Em um dia o Brasil registrou 166 mortes por Covid. Assim, a média móvel de mortes em 7 dias ficou em 292, alta de 129% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 162.971.067, ou 75,86% da população. A segunda dose ou vacina de dose única foi aplicada em 148.273.871, ou 69,02% da população. E a dose de reforço foi aplicada em 39.833.008, ou 18,54% da população.

Possível mudança de diretor da Anvisa

Reportagem de bastidores publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo afirma que o presidente Jair Bolsonaro busca nomes para integrar a cúpula da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e reagir à disputa com o chefe da instituição, o contra-almirante Antonio Barra Torres, cujo cargo ficará vago em julho.

Segundo o jornal, integrantes do governo favoráveis ao kit Covid (conjunto de medicamentos sem eficácia contra a doença) sugeriram Hélio Angotti, médico que comanda atualmente a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e que é favorável à cloroquina (remédio ineficaz contra a Covid). A indicação precisaria ser aprovada pelo Senado, e o nome de Angotti sofre resistência do Centrão, base de apoio do governo.

Desfiles das escolas de samba adiados

Na sexta-feira, as prefeituras de Rio de Janeiro e São Paulo anunciaram o adiamento dos desfiles das escolas de samba das duas cidades para o feriado de Tiradentes, em 21 de abril. Os governos afirmaram que não seria seguro realizar os eventos por conta do aumento de casos de Covid com o avanço da variante Ômicron. A decisão foi divulgada após reunião entre os prefeitos Eduardo Paes, do Rio e Ricardo Nunes, de São Paulo, acompanhados dos respectivos secretários de Saúde.

5. Radar corporativo

Oi (OIBR3;OIBR4)

A Oi (OIBR3;OIBR4) teve geração de caixa operacional negativa em R$ 165 milhões em novembro. O dado consta no relatório mensal de atividades da empresa.

O resultado vem após uma geração de caixa negativa de R$ 136 milhões em outubro.

Os investimentos da Oi atingiram R$ 198 milhões em novembro de 2021.

Assim, o saldo final do caixa financeiro das recuperandas teve redução de R$ 137 milhões em novembro/21, totalizando R$ 2,628 bilhões.

CCR ([ativo=CCRO3])

A CCR informou que assinou com o governo do Estado de Minas Gerais o contrato de concessão para operar o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por 30 anos.

JHSF (JHSF3)

A JHSF (JHSF3) aprovou a 11ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em   ações, em série única, com esforços restritos de distribuição, no valor de R$ 200 milhões.

Os  recursos obtidos por meio da emissão serão integralmente utilizados para o reforço do capital de giro e refinanciamento do passivo financeiro da companhia.

Americanas (AMER3)

A partir desta segunda-feira (24), as ações LAME3 e LAME4 deixarão de ser negociadas na B3 e vão ser incorporadas pela Americanas (AMER3). Cada acionista de Lojas Americanas vai receber 0,188964 ação de Americanas, para cada ação ordinária ou preferencial que possuir.

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