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Na minha leitura, o Ibovespa foi o principal destaque da última semana ao avançar 8,82%, aos 209.066 pontos, e completar o segundo período consecutivo de valorização. O impulso comprador ganhou força especialmente na segunda-feira (5), quando o índice disparou 7,70%, e culminou na renovação da máxima histórica em 209.713 pontos.
A estrutura técnica permanece fortemente positiva, mas o movimento recente está esticado. O Ibovespa se afastou das médias móveis e o IFR (14) alcançou 80,30 pontos, em zona de sobrecompra. Esse cenário não invalida a tendência de alta, mas aumenta a possibilidade de uma realização ou de um pullback antes de novas máximas.
O dólar futuro seguiu na direção oposta e caiu 4,64% na semana, aos 5.013 pontos, passando a testar a região psicológica dos 5.000 pontos. No exterior, Nasdaq e S&P 500 renovaram suas máximas históricas, enquanto o Bitcoin aprofundou a correção e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
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Análise técnica do Ibovespa
No gráfico diário, observo que o Ibovespa mantém uma forte tendência de alta no curto prazo. O índice encerrou a última sessão com valorização de 1,38%, aos 209.066 pontos, depois de renovar a máxima histórica em 209.713 pontos.
Na semana, a alta acumulada foi de 8,82%, garantindo o segundo período consecutivo de valorização. O índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, todas inclinadas para cima, configuração que reforça o domínio comprador e preserva o potencial de continuidade da tendência.
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O principal ponto de atenção está no afastamento em relação às médias móveis. O IFR (14), em 80,30 pontos, encontra-se na região de sobrecompra, elevando a possibilidade de uma realização ou de um pullback no curto prazo. Ainda assim, uma eventual aproximação das médias poderá representar apenas um ajuste técnico, sem necessariamente comprometer a estrutura principal de alta.
Para prolongar o movimento comprador, considero necessário superar a máxima histórica de 209.713 pontos. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em 215.130 pontos e 221.450 pontos, com alvo mais longo na região dos 230.000 pontos.
Do lado vendedor, acompanho inicialmente o suporte em 203.984 pontos, seguido pela antiga máxima histórica de 199.354 pontos. A perda dessas referências poderá ampliar a correção até 189.487 pontos, 178.000 pontos e 171.560 pontos. Em um movimento mais extenso, o índice poderá buscar os 164.835 pontos.
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Análise técnica do Dólar
No gráfico diário, observo que o dólar futuro encerrou a semana com forte pressão vendedora. O contrato recuou 4,64%, aos 5.013 pontos, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de valorização.
Na última sessão, o dólar futuro caiu 0,51% e permaneceu próximo da região psicológica dos 5.000 pontos. O ativo negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, com afastamento considerável após a queda recente, configuração que mantém o viés negativo.
O IFR (14), em 36,39 pontos, aproxima-se da zona de sobrevenda. Essa leitura aumenta a possibilidade de um repique técnico, embora ainda não represente, isoladamente, uma reversão do movimento vendedor.
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Para prolongar a queda, considero necessário perder os suportes em 5.000/4.968,5 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos objetivos aparecem em 4.910/4.842 pontos, com alvos mais longos em 4.798,5/4.697 pontos.
Para recuperar força compradora, o contrato precisa superar inicialmente as resistências em 5.046/5.083,5 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.175,5/5.268,5 pontos e, posteriormente, em 5.383,5/5.446 pontos.

Análise técnica da Nasdaq
Na Nasdaq, observo a manutenção do fluxo comprador, com o índice completando a quarta semana consecutiva de valorização e renovando sua máxima histórica nos 27.722 pontos.
Na sessão mais recente, a Nasdaq recuou 0,44%, aos 27.245 pontos, e permaneceu acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Em outubro, o índice acumula alta de 1,43%, mantendo a região do recorde no radar.
Para dar continuidade ao movimento comprador, considero necessário superar a máxima histórica de 27.722 pontos. O rompimento desse nível poderá abrir espaço para os 27.895 pontos e, posteriormente, para a faixa de 28.330/29.000 pontos.
No campo vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 27.110/26.720 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 25.910/25.260 pontos. Caso essa faixa também seja rompida, vejo espaço para uma correção em direção aos 24.425/24.200 pontos.

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Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 avançou 1,23% na última semana e renovou sua máxima histórica nos 7.843 pontos. No gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis e retomou o fluxo comprador após formar um pullback.
Em outubro, o S&P 500 acumula valorização de 1,88% e está cotado a 7.805 pontos, próximo da antiga máxima de 7.843 pontos e do novo recorde.
Para prolongar o movimento de alta, considero necessário superar a máxima histórica de 7.843 pontos. Acima desse nível, projeto objetivos em 7.955/8.110 pontos e, posteriormente, em 8.325/8.605 pontos.
Do lado vendedor, acompanho os suportes em 7.770/7.645 pontos. A perda dessa região poderá ampliar a correção até 7.500/7.285 pontos. Abaixo dessas referências, o índice poderá buscar os 7.222/7.045 pontos.

Análise do Bitcoin
No gráfico diário, observo que o Bitcoin atravessa um movimento corretivo após a forte recuperação que levou a criptomoeda até os US$ 87.395.
A estrutura mais ampla ainda permanece positiva desde a mínima anual de US$ 57.800, com a formação de topos e fundos ascendentes. No curtíssimo prazo, entretanto, o ativo perdeu força e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, atualmente próximas de US$ 83.537 e US$ 84.207, respectivamente.
A perda dessas referências reforça o sinal de cautela e aumenta a possibilidade de continuidade da realização. Apesar disso, a tendência de alta ainda não foi completamente comprometida.
Para recuperar força compradora, considero necessário retomar inicialmente as médias móveis e superar a resistência em US$ 87.395. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em US$ 91.225, US$ 97.925, US$ 106.011, US$ 110.540 e, em uma extensão maior, nos US$ 116.400.
Para aprofundar a correção, o Bitcoin precisa perder a região de US$ 80.393/US$ 80.000. Abaixo desse suporte, acompanho os níveis de US$ 74.968, US$ 67.280, US$ 62.275 e a mínima anual de US$ 57.800. Caso essa última faixa também seja rompida, os próximos objetivos aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
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