BofA elege Itaú e Bradesco como top picks; veja recomendações para 10 empresas

Credit Suisse cortou o preço-alvo de Weg, enquanto Itaú cortou recomendação de Minerva e JBS para neutra e diminui preço-alvo de Oi

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SÃO PAULO – Grandes bancos internacionais e nacionais divulgaram suas estimativas e projeções para companhias brasileiras nesta quinta-feira (9). O Bank of America Merril Lynch destacou o cenário de investimentos em relação ao setor bancário brasileiro, destacando três catalisadores principais: a expectativa por crescimento das taxas de juros, uma maior flexibilidade das regras de Basileia III e uma tendência de melhora na qualidade da base de ativos. 

Por outro lado, a recuperação econômica brasileira ainda preza por maior consistência. Neste contexto e com base na análise dos valuations considerados atrativos, os analistas Jorg Friedemann, Marcus Fadul e Jose Barria mantêm o Itaú Unicanco (ITUB4) e o Bradesco (BBDC3;BBDC4) como os top picks do setor em 2013.

Os analistas reiteraram o rating de compra para o Itaú Unibanco, com um preço-alvo de R$ 41,00 por ativo, com a qualidade dos ativos melhorando em meio às menores provisões de perdas. Além disso, a instituição financeira deve apresentar taxas de inadimplência em tendência de estabilização, assim como há bons potenciais de sinergia com a Redecard.

Já o Bradesco tem preço-alvo de R$ 38,00 por ação preferencial. Dentre os fatores positivos, estão a evolução do lucro líquido em um ambiente de margens mais reduzidas, além de uma diversificação geográfica mais favorável, oferecendo boas oportunidades de crescimento no curto prazo.

Por outro lado, a recomendação para o Santander Brasil (SANB11) é underperform, com preço-alvo de R$ 15,50, com a deterioração da qualidade de ativos e a compressão das margens. Apesar de ser uma tendência geral no setor, este último item tem relevância especial para o Santander, apontam os analistas. 

Credit Suisse reduz recomendação para Weg
O Credit Suisse reduziu a recomendação para as ações da Weg (WEGE3) para neutro, mas manteve o preço-alvo para os papéis para R$ 30,00 por ação. Os analistas Bruno Savaris, Daniel Magalhães e Felipe Vinagre ressaltam que esta redução ocorre em função da recente performance positiva dos papéis, com alta de 18% nos últimos dois meses. 

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“É tempo para respirar”, apontam os analistas. Segundo eles, a relação risco retorno dos papéis está menos favorável devido a essa alta, apesar de continuarem vendo com bons olhos a recuperação do setor maquinário, tanto no Brasil quanto nos mercados externos. 

Savaris, Magalhães e Vinagre apontam para a forte combinação de resultados resilientes, potencial de fortes ganhos, com perspectivas de crescimento de 15% a 20% para os próximos três anos e expectativa de retornos crescentes.

Itaú BBA rebaixa estimativas para Minerva e JBS…
O analista do Itaú BBA, Alexandre Miguel, revisou suas estimativas para a Minerva (BEEF3) e a JBS (JBSS3), rebaixando a recomendação das empresas para market perform (desempenho em linha com a média do mercado).

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De acordo com Miguel, as perspectivas são menos otimistas para a expansão das margens no mercado doméstico e para exportação nas operações brasileiras e dos EUA de carne bovina. Por outro lado, o analista reforça a preferência pelas ações de BRF (BRFS3).

Mesmo com ambas as companhias se beneficiarem de maiores volumes de vendas e de margens operacionais em níveis ainda maiores do que usual, Miguel acredita que algumas projeções para as empresas foram superestimadas. Desta forma, pode haver uma decepção do mercado com os próximos resultados, com redução nas expectativas de geração de fluxo de caixa livre. 

…e corta preço-alvo da Oi
Já a analista Susana Salaru, também do Itaú BBA, revisou as estimativas para a Oi (OIBR3;OIBR4), com redução do preço-alvo em 36%, de R$ 9,40 para R$ 6,00, por conta de uma visão mais conversadora para a projeção de receita líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e das novas premissas macroeconômicas.

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Por outro lado, a recomendação segue market perform (desempenho em linha com a média do mercado), mantendo uma visão cautelosa sobre a empresa, uma vez que as preocupações em relação à tese de investimento da companhia permanecem.

“A análise de fluxo de caixa descontado e de sensibilidade ainda oferece visibilidade limitada sobre as projeções para a empresa, considerando que a Oi passa por uma série de eventos difíceis de serem previstos, como custos relacionados a disputas legais, depósitos em juízo e venda de ativos que não fazem parte do negócio principal da empresa”, afirma.

A companhia ainda passa por uma reestruturação operacional complexa e a estrutura acionária da empresa causa incertezas adicionais, por não parecer sustentável a longo prazo.

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BB Investimentos revisa preço-alvo para Renner
Atualizando as projeções financeiras, os analistas do BB Investimentos revisaram o preço-alvo para a Lojas Renner (LREN3) em R$ 85,00 para o final de 2013, com potencial de valorização de 12,5%. 

De acordo com os analistas Thiago Gramari e Nataniel Cezimbra, a Renner possui posicionamento destacado entre seus os concorrentes em canais de venda, números de loja e percepção positiva do consumidor na decisão de compra.

“Consideramos que embora a economia brasileira deva apresentar taxa de crescimento moderado nos próximos trimestres, acreditamos que os indicadores de atividade de vendas no varejo apresentarão expansão ao longo do ano puxado principalmente pela taxa de desemprego em nível historicamente baixo e aumento do rendimento médio dos trabalhadores”.

Por sua vez, a taxa de juros e nível de endividamento das famílias em patamares favoráveis devem sustentar as vendas no varejo.

Citi eleva preço-alvo de Ultrapar
Levando em conta a perspectiva por resultados positivos no primeiro trimestre, os analistas do Citi Research elevaram o preço-alvo para as ações da Ultrapar (UGPA3), passando de R$ 46,00 para R$ 54,50, com recomendação neutra dos ativos.

Dentre os fatores apontados, está a consolidação do crescimento na Ipiranga e a recuperação da Ultragaz, enquanto a Oxiteno deve apontar para retomada dos ganhos após conclusão de seu processo de expansão e aquisição. Por fim, está a redução da carga tributária sobre a produção de álcool combustível. 

Assim, no curto prazo, deve haver uma mudança no mix de vendas da Ipiranga em direção ao álcool, mas com margens menores. “No entanto, no médio prazo, os impostos devem reduzir a evasão fiscal e sustentar o ganho de participação de mercado em relação aos distribuidores independentes, oferecendo margens maiores sobre a venda de álcool”, apontam os analistas Pedro Medeiros e Fernando Valle. 

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.