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A falência da exchange FTX e de sua empresa-irmã, Alameda Research, foi um grande golpe para a credibilidade do setor cripto, mas ainda há esperanças, disse o Bank of America (BofA) em um relatório divulgado na sexta-feira (2).
“Uma maior urgência por regulamentação pode permitir um maior engajamento institucional. Além disso, uma mudança de foco (e capital) de trading especulativo para projetos com funcionalidade do mundo real e empresas com roadmaps para a lucratividade pode acelerar a maturidade do setor”, escreveram os analistas Alkesh Shah e Andrew Moss.
As estruturas regulatórias para a indústria de criptoativos são críticas para a adoção convencional, disse o relatório, e é necessário um esforço global coordenado para desencorajar a arbitragem regulatória e proteger consumidores e investidores.
O colapso da FTX voltou a focar a atenção na necessidade de uma regulamentação que “crie uma estrutura legal transparente para ativos digitais; fomente a inovação tecnológica; forneça proteção ao consumidor e ao investidor; e mitigue os riscos de estabilidade financeira”, segundo o material.
O banco escreveu que os 100 principais tokens caíram 64% no acumulado do ano, mas aumentaram 2.175% desde o final de 2016. O custo de ignorar ativos digitais é alto, disse.
O desenvolvimento de blockchains habilitadas para smart contracts (contratos inteligentes) e aplicativos com uso no mundo real acelerou neste ano, segundo o banco. O trade especulativo pode ser generalizado, mas é a “tecnologia blockchain subjacente que impulsiona essa especulação que pode ser revolucionária”.
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O Bank of America disse ainda que o “desengajamento institucional e de varejo” pode pressionar ainda mais as criptomoedas, mas falou que os preços dos ativos digitais caíram 22% entre 2 de novembro e 10 de novembro, antes de subir 6% até 25 de novembro. Esse cenário, continuou, mostra que os investidores estão seguindo em frente e focados no potencial de disrupção de longo prazo da tecnologia blockchain.