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SÃO PAULO – Um dos setores com previsão de maior impacto da crise financeira internacional, o de construção civil, está no foco do Gverno. A idéia é utilizar um pacote que visa a capitalização das empresas, por meio de medidas conjuntas do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da CEF (Caixa Econômica Federal).
Enquanto o primeiro irá subscrever debêntures e participar diretamente do capital de companhias listadas na Bolsa de Valores, a Caixa disponibilizará linhas de crédito especiais voltadas ao capital de giro.
Apesar de seu desenho estar pronto, as medidas ainda não foram aprovadas pelo Governo, ação que é aguardada para esta sessão. Cabe lembrar que, após o aval dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pacote prevê desembolso imediato. A quantia, ainda indefinida, pode chegar a R$ 4 bilhões.
Termos do pacote
Ainda sem aprovação oficial, o pacote já suscita dúvidas acerca da participação do BNDES no capital das empresas. Porém, estão previstas cláusulas que estabelecem o limite de participação acionária, além de definir a saída do banco e mecanismos de proteção.
Por fim, é importante ressaltar que a ação do BNDES – uma linha de capital de giro por meio de debêntures conversíveis em ações – contempla apenas as 25 empresas do setor imobiliário listadas na Bovespa atualmente.