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SÃO PAULO – Em noite agitada pelo penúltimo dia da temporada de resultados, a BM&FBovespa (BVMF3) divulgou seu balanço para o terceiro trimestre nesta quinta-feira (13), demonstrando lucro líquido de R$ 238,4 milhões, abaixo da estimativa realizada pela Bloomberg de R$ 387 milhões, e abaixo também do demonstrado no mesmo período do ano passado, quando mostrou R$ 281,6 milhões.
A Reuters, no entanto, realizou uma estimativa mais próxima do que os resultados da companhia demonstraram, de R$ 289 milhões. Eles esperavam um aumento de 2,6% na comparação anual, o que não ocorreu, já que ocorreu uma queda de 15,3% no período. A receita líquida da companhia foi de R$ 546 milhões, 2% maior que os R$ 535,4 milhões registrados em 2013.
Entre os principais destaques dos resultados da companhia estiveram ainda a receita total, que mesmo permanecendo estável na comparação com o igual período do ano passado, aumentou 15,1% na comparação trimestral. Além disto, o volume médio diário negociado no segmento BM&F cresceu 7,3% na comparação trimestral, mas foi compensado pela queda de 6,4% da receita por contrato média no mesmo período.
O Tesouro Direto também esteve entre os destaques, atingindo novo recorde de volume médio de ativos em custódia e de número médio de investidores, um aumento de 36,8% e 25,8% respectivamente na comparação com o terceiro trimestre. A companhia ainda informou que foram cerca de R$ 190,7 milhões em dividendos, totalizando 80% do lucro líquido societário do terceiro trimestre.
O diretor presidente da Bolsa, Edemir Pinto, disse que “o terceiro trimestre foi de muita volatilidade, relacionada principalmente às mudanças no cenário macroeconômico de curto prazo e à proximidade das eleições. No entanto, a execução do nosso plano estratégico de longo prazo segue sua trajetória”.
A Reuters esperava que o maior número de dias úteis e volumes de negociações robustos no terceiro trimestre deveria impulsionar os resultados da BM&FBovespa, “no entanto, o número pode ter sido afetado por uma perda não recorrente de R$ 63 milhões referente a uma renegociação de passivo tributário com a Receita Federal”.
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Light
A empresa de energia Light (LIGT3) teve prejuízo líquido de R$ 53 milhões no terceiro trimestre, afetada pela compra de energia no mercado de curto prazo por sua área de geração, informou a companhia nesta quinta-feira. No mesmo período do ano passado, a empresa teve resultado positivo de R$ 321 milhões.
O consumo total de energia no período foi 1,8% inferior ao do mesmo trimestre do ano anterior, com volume de 5.931 GWh, influenciado pelo decréscimo de 13% no segmento industrial. A receita líquida consolidada do trimestre, desconsiderando a receita de construção, totalizou R$ 1,58 bilhão, alta de 1,5% na mesma base de comparação.
A receita líquida de geração totalizou R$ 127,7 milhões, queda de 3,9% ano contra ano, devido à queda na venda de energia no mercado de curto prazo. “Houve necessidade de compra de 106,5 GWh de energia no mercado spot para a geradora cumprir com seus contratos no terceiro trimestre de 2014”, disse a Light em seu relatório de resultados.
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O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado foi de R$ 184 milhões no período, forte queda frente aos R$ 722 milhões de julho a setembro de 2013. Analistas esperavam, em média, Ebitda de R$ 280,5 milhões para a Light no terceiro trimestre.
Segundo a empresa, a baixa ocorreu com o maior gasto com compra de energia pela distribuidora e pela geradora e ao resultado extraordinário no terceiro trimestre de 2013, com aporte à vista da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Cyrela
A construtora e incorporadora Cyrela Brazil Realty (CYRE3) teve lucro líquido de R$ 179 milhões no terceiro trimestre, alta de 2,6% na comparação anual, informou a companhia nesta quinta-feira.
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O resultado teve impacto negativo de R$ 3,5 milhões com distratos e venda de terrenos, além de R$ 27 milhões em provisões jurídicas de multas por atraso de obras das safras problemáticas em fase de entrega, explicou a Cyrela em seu relatório de resultados. Segundo a empresa, foram efeitos não recorrentes.
A média das estimativas de analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro de R$ 185,6 milhões. “O terceiro trimestre de 2014 foi marcado por eventos atípicos. A Copa do Mundo desviou o foco do país durante o mês de julho e as tensões do cenário político com relação às eleições presidenciais trouxeram volatilidade e incertezas para o mercado doméstico”, afirmou a companhia.
No período, a geração de caixa da Cyrela foi de R$ 187 milhões, ante consumo de caixa de R$ 35 milhões um ano antes. “Boa parte” da geração de caixa está sendo direcionada para a recompra de ações, segundo a empresa. O programa aberto em junho já foi 43% executado, um volume de R$ 147,9 milhões.
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A receita líquida da companhia cresceu 15,7% ano a ano, para R$ 1,614 bilhão. Entre julho e setembro, os lançamentos da construtora e incorporadora (sem considerar parceiros) caíram 49,3% ano a ano, enquanto as vendas tiveram declínio de 24,7%. Neste trimestre, a empresa vendeu 18,1% do seu estoque pronto no início do período.
Porém, devido ao alto volume de entregas, o estoque pronto aumentou de R$ 1,085 bilhão no segundo trimestre para R$ 1,243 bilhão no terceiro. As regiões Nordeste e Espírito Santo apresentam 35% de participação no estoque pronto total.
A Cyrela reiterou que espera um aumento do estoque nos próximos trimestres, devido à concentração de entregas de safras consideradas problemáticas em 2014. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 279 milhões entre julho e setembro, queda anual de 2,8%.
Cemig
O grupo mineiro de eletricidade Cemig (CMIG4) teve forte queda do lucro líquido no terceiro trimestre, afetada pelos resultados da Madeira Energia, controlada que investe no projeto de construção da usina de Santo Antônio, em Rondônia. O lucro líquido da Cemig foi de R$ 29,06 milhões no terceiro trimestre, queda de 96% ante o obtido no mesmo período do ano passado, de R$ 788,84 milhões.
Segundo a empresa, durante a fase de desenvolvimento do projeto de Santo Antônio, a controlada Madeira Energia tem tido prejuízos recorrentes. A Cemig reconheceu resultado de equivalência patrimonial negativo de R$ 328,9 milhões relativo à sua participação na controlada.
A receita consolidada somou R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre, alta de 8,07% na comparação anual, com alta de 11,4% do fornecimento bruto de energia elétrica. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 213 milhões, alta de 78,6%.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 513,1 milhões, queda de 60,2% ante mesmo período de 2013. A empresa atribuiu a redução do Ebitda à queda de 129,34% do resultado da equivalência patrimonial, decorrente do resultado negativo da Madeira Energia, associada ao crescimento nos custos e despesas operacionais.
Qualicorp
A administradora de planos de saúde Qualicorp (QUAL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 51,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 11,7% ante o mesmo período de 2013, informou a empresa nesta quinta-feira.
O resultado foi afetado pelas despesas financeiras, que subiram 117,1% ano a ano, para R$ 118,6 milhões, com o reconhecimento de R$ 98,7 milhões de atualização monetária sobre opção de compra da Aliança e GA.
A receita líquida recorrente da Qualicorp cresceu 22,5% ao ano, para R$ 391 milhões. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente foi de R$ 157,1 milhões, alta de 26,9%.
Saraiva
A Saraiva (SLED4) teve prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões no terceiro trimestre, ampliando em 30,7% as perdas de R$ 22,3 milhões de um ano antes. A receita líquida cresceu 7,8% no período, para R$ 458,5 milhões. O Ebitda ajustado da companhia alcançou R$ 73 milhões nos primeiros nove meses de 2014, queda de 7% na comparação anual.
Com Reuters