Após derrocada

Bitcoin supera os US$ 50 mil pela primeira vez em três meses

Apesar das perdas nos últimos meses, o Bitcoin segue com desempenho positivo no ano, com ganhos de 70%

(Gerd Altmann/Pixabay)

SÃO PAULO – O preço do Bitcoin voltou a alcançar os US$ 50 mil no último domingo (22), atingindo o maior patamar desde maio deste ano em meio a uma retomada após a derrocada dos últimos meses.

Nesta segunda-feira (23), a criptomoeda era negociada a US$ 50.230,91 por volta das 8h20 (horário de Brasília), segundo o site CoinMarketCap. A última vez que o Bitcoin foi negociado neste patamar foi no início de maio.

A moeda digital atingiu o pico de US$ 65 mil em 14 de abril, mas depois perdeu metade de seu valor entre maio e junho, ficando abaixo de US$ 30 mil. Desde a máxima até 1º de agosto, o preço do Bitcoin recuou cerca de 37%.

Contribuíram para a queda o aumento do cerco regulatório na China, pressionando mineradores e empresas ligadas a criptoativos.

O movimento negativo foi impulsionado pelo banco central chinês, que disse para os maiores bancos e empresas de pagamento da China fiscalizarem com mais firmeza o comércio de criptomoedas.

Nos últimos dias, contudo, uma das maiores corretoras de criptomoedas, a Coinbase, disse em seu balanço trimestral que vai comprar US$ 500 milhões em cripto e alocar 10% dos lucros em um portfólio de criptomoedas.

Também houve o anúncio, nesta segunda-feira, de que o PayPal vai lançar um serviço no Reino Unido para compra, venda e manutenção de moedas digitais.

Apesar das perdas nos últimos meses, o Bitcoin segue com desempenho positivo, de 70% em 2021, segundo o site CoinMarketCap.

O valor de todo o mercado de criptomoedas ficou acima de US$ 2,16 trilhões no domingo, de acordo com dados da Coinmarketcap. Esse mercado cruzou a marca de US$ 2 trilhões pela primeira vez desde maio no início deste mês.

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