Criptoativos

Bitcoin corrige após atingir topo histórico, mas especialistas seguem otimistas

Altcoins sofrem mais e zeram ganhos do começo do dia

SÃO PAULO – O Bitcoin (BTC) passa por correção na tarde desta quinta-feira (21) em recuo de 5,4% cerca de 24 horas após atingir topo histórico acima de US$ 65 mil na quarta. A criptomoeda subiu para US$ 67 mil em algumas corretoras ontem, mas perdeu fôlego e é negociada US$ 63.009 às 15h20, recuperando uma queda que chegou a levar o preço brevemente para US$ 62.700.

Como de costume, as perdas do Bitcoin se refletem também em outros criptoativos. As altcoins, como são chamadas as demais criptomoedas, revertem alta vista no começo do dia e operam entre negativo e a estabilidade. O Ethereum (ETH) cai 0,2% ante  alta de 11% às 7h, e a Solana (SOL) avança 6,2%, contra 21% na manhã de hoje.

Outra criptomoeda que sente o momento de baixa é a Binance Coin (BNB), que vinha em franca ascensão nos últimos dias após a exchange Binance anunciar a queima (retirada de circulação) do equivalente a US$ 639 milhões na criptomoeda. O token opera no momento em queda de 5,7%, para US$ 476.

Apesar do recuo, especialistas ouvidos pelo InfoMoney seguem apostando na valorização das criptomoedas no longo prazo. “A perspectiva de todo mundo que faz uma análise um pouco mais fundamentalista é de uma “levantada” muito forte até o final do ano que, acredito, atingirá os US$ 100 mil”, opina Lucas Schoch, fundador e CEO da carteira de custódia própria de criptomoeda Bitfy, em relação ao preço do Bitcoin.

Para o economista e cientista da computação, o otimismo é decorrente da estreia do primeiro ETF de Bitcoin nos EUA, que permite com que um número maior de grandes empresas e fundos de family offices possam se expor ao ativo. “As criptomoedas poderão ser acessadas por quem só trabalha de forma regulada, que é grande parte de quem atua com riquezas no mundo”, pontua.

O ETF da ProShares que estreou na bolsa de valores de Nova York teve o segundo melhor desempenho de um primeiro dia de negociações, atrás apenas do US Carbon Transition Readines, da BlackRock, que foi listado em abril.

“Isso, por si só, mostra que existe uma demanda reprimida por ativos simples e regulados para se expor aos ativos digitais”, avalia Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset Management. Ele pontua ainda que as seguidas retiradas de bitcoins de corretoras para armazenamento em carteiras “frias” (desconectadas da Internet) mostram otimismo dos investidores, que não estariam dispostos a se desfazer da criptomoeda pelo preço atual.

“Sabemos o que acontece nessas circunstâncias de desbalanceamento entre oferta e demanda, temos um preço de equilíbrio mais alto. Isso só mostra que mesmo com volatilidade e sem uma trajetória em linha reta, um cenário com Bitcoin a US$ 100 mil no fim do ano não é impossível nem improvável”, diz.

Já João Marco Cunha, gestor de portfólio da Hashdex, considera mais positiva a mudança de postura da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês). “O mais relevante é a chancela do regulador do maior mercado de capitais do mundo, mostrando que os criptoativos estão em uma fase de maior maturidade como classe de ativos para investimento”, explica.

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