Criptomoedas

Bitcoin bate US$ 50 mil pela primeira vez na história, mas vira para queda com correção no fim do dia

Rali acontece depois de diversas empresas mostrarem apoio às moedas digitais

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Bitcoin renovou sua máxima histórica nesta terça-feira (16). A moeda digital atingiu US$ 50 mil pela primeira vez em meio ao apoio de grandes empresas ao uso da divisa.

Na semana passada, a Tesla comprou US$ 1,5 bilhão em Bitcoin, dando início ao rali. A montadora do bilionário Elon Musk informou que comprou Bitcoin para “ter mais flexibilidade para diversificar ainda mais e maximizar os retornos sobre nosso caixa”. Além disso, a Tesla afirmou que começará a aceitar pagamentos na criptomoeda, “sujeitos às leis aplicáveis e inicialmente de forma limitada”.

Já a Mastercard anunciou na quinta-feira (11) que apoiaria algumas criptomoedas este ano, ao mesmo tempo em que a BNY Melon informou que abriria seus serviços de custódia para moedas digitais.

De acordo com Vinicius Frias, o Bitcoin chegando a esse patamar é é um marco significativo. “Na história da criptomoeda, ficará marcado como um novo paradigma caracterizado pelas entradas dos institucionais posicionados no ativo, como Grayscale (fundo de criptoativos), MicroStrategy, Tesla e outros.”

Frias acredita que o próximo alvo da moeda digital será os US$ 100 mil. ”Durante anos os evangelizadores e o varejo foram os responsáveis por trazer o bitcoin até o patamar atual. O ecossistema hoje é muito mais maduro, era algo natural de acontecer”, defende.

Já Ricardo Dantas, COCEO da Foxbit, acredita que cada máxima histórica é uma grande vitória para o mundo das criptomoedas. “Isso mostra a mudança do mundo financeiro que ainda está por vir. A tendência é das moedas digitais subirem ainda mais esse ano. Contudo, acreditamos que o Ether ainda não começou o movimento de subida em que o Bitcoin já está.”

Dantas acrescenta que o halving (movimento que ocorre a cada quatro anos e que reduz pela metade a quantidade de Bitcoin que pode ser minerada em computadores) de 2020 também teve sua parcela de responsabilidade pelo rali atual.

Depois de bater a marca histórica, às 18h26 (horário de Brasília) o Bitcoin caía 0,33% a US$ 48.541 ou R$ 260.075 em um movimento de correção.

Já pensou em ser um broker? Esta série gratuita do InfoMoney mostra como entrar para uma das profissões mais bem remuneradas do mercado. Deixe seu e-mail abaixo para assistir.

PUBLICIDADE