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O preço do Bitcoin (BTC) está significativamente mais baixo do que no final de 2021 e acelerou a queda na manhã desta sexta-feira (3) após a divulgação do Payroll nos Estados Unidos, mostrando criação de empregos mais alta que o previsto e sinalizando para a possibilidade de continuação da pressão inflacionária que estimula alta de juros.
Às 11h, o BTC era negociado a US$ 23.368, queda de 1,8% nas últimas 24 horas, segundo dados do agregador Coingecko.
Ainda assim, a expectativa entre investidores é a mais positivo dos últimos 14 meses, apontam dados que medem o sentimento de mercado.
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Essa é ao menos o que sugerem as taxas de financiamento, pagamentos periódicos feitos pelos traders com base na diferença entre os preços nos mercados futuros e spot (à vista).
Quando os futuros perpétuos são negociados acima do preço à vista, a taxa de financiamento é positiva e os detentores de posições long (compradas) pagam posições short (vendidas) para manter sua negociação aberta. O oposto acontece quando os perpétuos são negociados abaixo do preço à vista.
Os analistas acompanham a taxa de financiamento para avaliar o humor dos operadores de alavancagem. Quanto maior a taxa de financiamento, mais empolgados os traders ficam com as perspectivas de preços e mais dispostos a pagar um prêmio para manter suas apostas de alta em aberto.
Na quinta-feira (2), as taxas de financiamento perpétuo anualizadas do Bitcoin nas principais exchanges de criptomoedas, incluindo a Binance, estavam em 8,491%, a mais alta desde 3 de dezembro de 2021, de acordo com dados da empresa de análise de blockchain Glassnode.
Naquela época, um BTC custava cerca de US$ 57.000, mais que o dobro do valor atual da moeda. O criptoativo estabeleceu um recorde de US$ 69.000 em novembro de 2021.
A taxa de financiamento virou positiva em meados de dezembro do ano passado, indicando exaustão da pressão vendedora. A criptomoeda recebeu uma oferta forte na virada do ano e subiu mais de 40% desde então.
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“Houve uma clara mudança no sentimento do mercado após [o índice de preços ao consumidor dos EUA de dezembro] com taxas de financiamento em território positivo e volatilidade de preços em alta”, tuitou Dessislava Laneva, analista de pesquisa do provedor de dados cripto Kaiko, com sede em Paris.
O índice de preços ao consumidor dos EUA caiu para 6,5% em dezembro, a sexta desaceleração mensal consecutiva. Os dados convenceram os mercados de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) provavelmente adotaria cortes nas taxas de juros para aumentar a liquidez ainda neste ano.
No início desta semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu o quadro da inflação e minimizou as preocupações de uma desaceleração econômica severa induzida pelo aperto monetário.
