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A Binance, maior exchange do mundo, está negociando a abertura de uma sede brasileira em Porto Maravilha, na região portuária do Rio de Janeiro. A informação foi publicada pelo jornal O Globo na quarta-feira (2).
“A Binance está querendo entrar no Porto. Estamos finalizando a negociação. O CZ (Changpeng Zhao, fundador da empresa) recebeu a chave da cidade do prefeito Eduardo Paes e quer ampliar a presença no Brasil”, disse ao jornal o secretário municipal de desenvolvimento econômico, Chicão Bulhões.
CZ havia anunciado a abertura de escritórios no Brasil – um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo – em março deste ano. No mesmo mês, a exchange de criptomoedas fez uma oferta para aquisição da corretora brasileira de investimentos Sim;paul, autorizada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O pedido ainda está sendo avaliado pelos reguladores.
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A Binance chegou ao Brasil no final de 2019. Por causa do modelo de negócio, das baixas taxas e do farto cardápio de criptomoedas, a empresa alcançou a liderança no mercado nacional, mas também chamou atenção dos reguladores e atraiu a ira das concorrentes locais.
Recentemente, para navegar melhor pelas complexas regulações do Brasil e de outros países, a exchange anunciou a criação seu Conselho Consultivo Global – um dos membros é o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Economia, Henrique Meirelles, atualmente cotado para assumir o Ministério da Fazenda no terceiro governo Lula (PT).
Hoje, a empresa tem 150 funcionários em território nacional, quase o triplo do total do início do ano. A maioria presta serviço de atendimento e suporte aos usuários brasileiros.
Aquisição de bancos
Assim como está tentando fazer com a Sim;paul, que opera conforme as normas regulatórias brasileiras, Zhao está analisando a possibilidade de comprar bancos em outros países como uma forma de preencher a lacuna entre os mundos das finanças tradicionais e o dos criptoativos.
Em entrevista à Bloomberg na conferência Web Summit, em Lisboa, ele disse que está aberto a investimentos minoritários ou a uma aquisição completa de uma instituição financeira, embora não tenha citado empresas específicas.
“Há pessoas que possuem certos tipos de licenças locais, como empresas bancárias tradicionais, prestadores de serviços de pagamento e até bancos. Estamos analisando essas opções”, disse Zhao.
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Zhao também observou que investir em bancos é uma estratégia inteligente para a Binance, dado que quando a exchange de criptomoedas trabalha com um banco, e isso muitas vezes acaba atraindo uma série de novos clientes para a instituição financeira, aumentando seu valuation.
No mês passado, Zhao disse que a Binance tem mais de US$ 1 bilhão para gastar em aquisições e recentemente contribuiu com US$ 500 milhões dos US$ 44 bilhões aportados por Elon Musk para adquirir o Twitter.
Neste ano, a estratégia de aquisição de Zhao se concentrou na expansão para projetos de finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não-fungíveis (NFTs), além de veículos de mídia tradicional.
