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BRUXELAS – Os bancos centrais da zona do euro podem decidir rolar seus portfólios de dívida grega para reduzir em 5,6 bilhões de euros a quantia que os governo precisam fornecer a Atenas até 2016, de acordo com um documento obtido pela Reuters.
Tal ação cortaria o valor para 2 bilhões de euros, ante 7,6 bilhões de euros, mostrou o documento que surgiu da reunião dos ministros das Finanças da zona do euro desta semana.
Os credores internacionais – países da zona do euro, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) – concordaram na terça-feira (27) com um plano de redução de dívida para Atenas que diminuirá a dívida grega para 110 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022.
Isso ante quase 190 por cento esperados para o ano que vem.
Segundo o documento, a Grécia precisa de 1,8 bilhão de euros em financiamento extra no período entre 2012 e 2014 e outros 5,8 bilhões de euros entre 2015 e 2016 – um total de 7,6 bilhões de euros.
Mas o documento circulou a ideia de que se os 17 bancos centrais nacionais da zona do euro, que juntos formam o Eurosystem, decidirem substituir os títulos gregos que detêm por um novo papel grego quando a dívida vencer, isso pouparia a Grécia de pagar 3,7 bilhões de euros entre 2012-2014 e 1,9 bilhão de euros em 2015-2016.
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O documento lista o item de “rolagem de portfólios da ANFA” – um termo para descrever os portfólios de investimento dos bancos centrais – em parênteses, sugerindo que isso ainda não foi acordado ou formalizado.
Além disso, o documento nota que as quantias mencionadas são provisórias e estão sujeitas à aprovação dos bancos centrais nacionais.
Não há dados públicos sobre os volumes de dívida grega detidos por bancos centrais da zona do euro individualmente.
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