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BBAS3 cai mais de 6% e perde suporte: até onde ação do Banco do Brasil pode recuar?

Papel devolve parte do rali recente, IFR sai da sobrecompra e gráfico coloca MM21 e região de R$ 22 no radar

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) ampliaram a correção nesta terça-feira (6) e devolvem parte do forte rali das últimas semanas. Por volta das 13h20, o papel caía cerca de 6,4%, a R$ 24,64, depois de oscilar entre R$ 24,37 e R$ 26,29 no pregão.

A queda também altera a leitura técnica de curto prazo. BBAS3 perdeu a região de R$ 25,19, primeiro suporte apontado pelo estudo técnico, enquanto o Índice de Força Relativa de nove períodos (IFR9) recuou para cerca de 63 pontos.

No fechamento anterior, o IFR9 estava em 83,48 pontos, nível associado a uma condição de sobrecompra. A correção desta terça-feira, portanto, retirou parte relevante do esticamento acumulado pela ação.

Apesar da queda, a estrutura de alta ainda não foi totalmente perdida. BBAS3 permanece acima da média móvel de 21 dias, em R$ 23,24, usada como referência para a tendência de curto prazo, e da média móvel de 200 dias, em R$ 21,87, que serve de parâmetro para a tendência de prazo mais longo.

BBAS3 em gráfico diário: ação perde suporte de R$ 25,19 após forte alta e segue acima das médias móveis

BBAS3: suportes, resistências e preço-alvo

ReferênciaNível / distância*
Resistência 3R$ 42,58 (+72,8%)
Resistência 2R$ 33,07 (+34,2%)
Resistência 1R$ 27,19 (+10,3%)
BBAS3 (em 6/10, às 13h20)R$ 24,64
MM21R$ 23,24 (-5,7%)
Preço-alvo JPMorganR$ 23,00 (-6,7%)
HiLo ActivatorR$ 22,29 (-9,5%)
Suporte 1R$ 22,24 (-9,7%)
MM200R$ 21,87 (-11,2%)
Suporte 2R$ 19,30 (-21,7%)

*Em relação à cotação de R$ 24,64.

A primeira referência abaixo do preço atual está na MM21, em R$ 23,24. Uma perda dessa média colocaria no radar a faixa de R$ 22,24 a R$ 22,29, onde praticamente coincidem o próximo suporte técnico e o HiLo Activator.

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Logo abaixo está a MM200, em R$ 21,87. Com isso, a região entre aproximadamente R$ 21,90 e R$ 22,30 concentra referências importantes caso a correção avance.

Do lado de cima, BBAS3 precisaria primeiro recuperar os R$ 25,19. A resistência seguinte está em R$ 27,19. Acima dela, o estudo aponta projeções em R$ 33,07 e R$ 42,58.

IFR sai da sobrecompra e volume aumenta

Outro sinal relevante aparece no volume financeiro. Por volta das 13h20, BBAS3 já havia movimentado cerca de R$ 1,57 bilhão, com a barra do pregão se destacando em relação às sessões anteriores no gráfico diário.

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A combinação de queda superior a 6%, perda de suporte e aumento de volume reforça a intensidade da realização depois do rali recente.

Ao mesmo tempo, o IFR9 caiu de 83,48 para cerca de 63 pontos. Isso significa que a ação deixou a região de sobrecompra observada no fechamento anterior.

O movimento reduz o esticamento técnico, embora o preço ainda permaneça acima das médias de 21 e 200 dias.

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JPMorgan vê BBAS3 a R$ 23

A correção ocorre no mesmo dia em que o JPMorgan rebaixou Banco do Brasil para Underweight e definiu preço-alvo de R$ 23 por ação para dezembro de 2027.

Na avaliação do banco, BBAS3 pode parecer barata quando observada apenas pelo múltiplo de aproximadamente 0,8 vez o valor patrimonial, mas essa leitura precisa ser comparada à menor rentabilidade atual.

Segundo o relatório, o ROE está rodando perto de 8%, ante aproximadamente 20% nos períodos em que a ação chegou a negociar entre 1,1 e 1,2 vez o valor patrimonial.

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Leia mais: JPMorgan rebaixa Banco do Brasil para venda e eleva Bradesco após rali; ações reagem

O JPMorgan também aponta riscos ligados à qualidade da carteira do agronegócio, às provisões e à posição de capital. A instituição reduziu suas estimativas de lucro para o banco em cerca de 4% a 5% e não vê, no curto prazo, um catalisador claro para revisões relevantes para cima.

O banco também avalia que juros menores, embora possam ajudar na inadimplência, tendem a oferecer menos benefício para a margem financeira do Banco do Brasil, historicamente favorecida por baixo custo de captação e elevada liquidez.

Com BBAS3 a R$ 24,64, o preço-alvo de R$ 23 do JPMorgan está aproximadamente 6,7% abaixo da cotação atual.

BBAS3 ainda mantém médias de alta

Do ponto de vista técnico, a queda desta terça-feira enfraquece o movimento recente, mas ainda não configura, isoladamente, uma reversão completa da tendência.

A ação perdeu o suporte de R$ 25,19 e saiu da sobrecompra, mas continua acima da MM21, em R$ 23,24, e da MM200, em R$ 21,87.

Por isso, a sequência de níveis abaixo do preço atual passa agora por R$ 23,24, pela faixa de R$ 22,24 a R$ 22,29 e, depois, pela MM200 em R$ 21,87.

A reação da ação nessas regiões deverá indicar se a queda atual permanece como uma correção dentro da tendência recente ou se ganha profundidade nos próximos pregões.

Glossário trader e fundamentalista

Suporte: região em que a pressão compradora pode aumentar e limitar novas quedas.

Resistência: faixa de preço em que a pressão vendedora pode dificultar a continuidade da alta.

MM21: média móvel dos últimos 21 pregões, usada como referência de tendência de curto prazo.

MM200: média móvel dos últimos 200 pregões, utilizada como referência de tendência de longo prazo.

IFR9: Índice de Força Relativa de nove períodos. Mede a intensidade dos movimentos de preço e ajuda a identificar situações de sobrecompra ou sobrevenda.

Sobrecompra: condição em que um ativo passou por valorização intensa e pode estar tecnicamente esticado.

HiLo Activator: indicador de tendência que pode atuar como referência dinâmica de suporte ou resistência.

Volume financeiro: valor em dinheiro movimentado nas negociações de uma ação.

P/VP: relação entre preço da ação e valor patrimonial por ação.

ROE: retorno sobre o patrimônio líquido, indicador de rentabilidade de uma empresa.

Underweight: recomendação que indica expectativa de desempenho inferior ao universo de referência do analista.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)

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Rodrigo Petry
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Coordenador de Projetos Editoriais. Atuou como editor de mercados e investimentos no InfoMoney, liderando o Ao Vivo da Bolsa e o IM Trader. Antes, foi editor-chefe do portal euqueroinvestir, repórter do Broadcast (Grupo Estado) e revista Capital Aberto. Também foi Gestor de Relações com a Mídia do ex-Grupo Máquina e assessor parlamentar.

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