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BBAS3, BBDC4 e ITUB4: resultados do 3T25 redefinem perspectivas dos bancos

Resultados mostram o Itaú na liderança, Bradesco em recuperação e BBAS3 ainda pressionado.

Rodrigo Paz

Ativos mencionados na matéria

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A temporada de balanços do 3º trimestre de 2025 reforçou a disparidade entre os principais bancos do país. O Itaú Unibanco (ITUB4) voltou a assumir a liderança com folga, ao registrar um ROE de 23,3%, expansão consistente da carteira de crédito — agora acima de R$ 1,4 trilhão — e inadimplência controlada em 1,9%, confirmando mais um trimestre de execução sólida. Na direção oposta, o Banco do Brasil (BBAS3) teve desempenho fraco, com lucro 60% menor que o do mesmo período de 2024 e ROE de 8,5%, pressionado pela deterioração contínua da carteira agro, que permanece como principal ponto de alerta entre analistas. Já o Bradesco (BBDC4) avançou mais um degrau no processo de recuperação iniciado em 2024, apresentando crescimento gradual do lucro, avanço da carteira de crédito e melhora da qualidade dos ativos, mesmo com alguns números ainda aquém das projeções.

BBAS3 segue pressionada, acumulando queda de 1,46% no mês e 7,43% no ano, enquanto BBDC4 mantém tração relevante, com alta de 4,17% em novembro e valorização expressiva de 76,95% em 2025. Já ITUB4 sustenta seu protagonismo, avançando 1,08% no mês e somando 52,34% de alta no ano, mesmo após uma correção leve que sucedeu a renovação da máxima histórica. Em conjunto, os resultados e o movimento de preços reforçam um setor em três velocidades: o Itaú na liderança, o Bradesco consolidando sua reconstrução e o Banco do Brasil ainda enfrentando desafios significativos de rentabilidade e risco de crédito.

Para entender até onde o preço de Bando do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No curto prazo, BBAS3 segue pressionado abaixo das médias móveis, reforçando a predominância do fluxo vendedor. O papel encerrou a última sessão em queda de 1,37%, cotado a R$ 21,58. Mesmo ainda dentro da recuperação iniciada após a mínima anual em R$ 18,12, o ativo esbarra em dificuldades para consolidar uma reversão mais consistente. Isso ocorre especialmente após o movimento de forte baixa que sucedeu a máxima histórica registrada em R$ 29,57 durante maio.

O ponto crítico agora está na zona de suporte entre R$ 21,29 e R$ 20,00. A perda dessa região ampliaria o risco de retomada da tendência vendedora, abrindo espaço para testar novamente R$ 18,12, com extensões possíveis em R$ 17,35, R$ 15,33 e R$ 13,20. O IFR(14), em 45,01, permanece em zona neutra, sem indicar excesso de venda.

Para reverter o quadro, o ativo precisa recuperar as médias móveis e superar R$ 22,62 e R$ 23,51, pontos que destravariam alvos mais amplos em R$ 24,82, R$ 25,60, R$ 26,33 e R$ 27,78.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

No curto prazo, BBDC4 passa por uma correção leve após renovar a máxima do ano em R$ 19,84, mas segue dentro de uma forte tendência de alta. O papel recuou 1,00% na última sessão, fechando em R$ 18,90, mas mantém desempenho robusto no mês (+4,17%) e no ano (+76,95%). O IFR(14) em 57,76 reforça a leitura de neutralidade, sem sinalização de sobrecompra.

O ativo negocia entre as médias móveis, faixa que será determinante para a definição do próximo movimento. Caso perca o suporte entre R$ 18,69 e R$ 17,88, pode intensificar uma correção mais profunda, com projeções em R$ 16,58, R$ 15,87 e R$ 15,00.

Do lado comprador, para retomar a trajetória altista, precisa recuperar as médias e superar R$ 19,09 e novamente R$ 19,84, o que abriria espaço para R$ 20,80 e para a máxima histórica em R$ 21,08.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

Análise técnica Itaú (ITUB4)

ITUB4 também passa por ajuste técnico após renovar a máxima histórica em R$ 41,37, mas mantém tendência principal de alta. Na última sessão, caiu 0,62%, encerrando o pregão a R$ 39,85. No mês, acumula alta de 1,08% e, no ano, avanço de 52,34%. O IFR(14), em 54,82, segue em terreno neutro, coerente com o momento de consolidação.

O ativo vem oscilando entre as médias móveis — região crucial para definir a direção do próximo movimento. Caso perca os suportes entre R$ 39,47 e R$ 38,54, pode ampliar a correção, mirando R$ 36,95, R$ 33,79, R$ 32,32 e R$ 29,97.

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Para retomar o fluxo comprador, precisaria recuperar as médias e romper R$ 40,16, o que abriria caminho para testar novamente R$ 41,37 e projetar R$ 42,65, R$ 43,32, R$ 44,81 e R$ 46,15.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências

BBAS3 (Banco do Brasil)
Com base no fechamento da última sessão, aos R$ 21,58, as ações do Banco do Brasil contam com:
Suportes de curto prazo em R$ 21,29 (1), R$ 20,00 (2) e R$ 18,12 (3);
Resistências de curto prazo em R$ 22,62 (1), R$ 23,51 (2) e R$ 24,82 (3).
Suportes de médio prazo em R$ 18,12 (1), R$ 17,35 (2) e R$ 15,33 (3);
Resistências de médio prazo em R$ 25,60 (1), R$ 26,33 (2) e R$ 27,78 (3).

BBDC4 (Bradesco)
Com base no fechamento da última sessão, aos R$ 18,90, as ações do Bradesco contam com:
Suportes de curto prazo em R$ 18,69 (1), R$ 17,88 (2) e R$ 16,58 (3);
Resistências de curto prazo em R$ 19,09 (1), R$ 19,84 (2) e R$ 20,80 (3).
Suportes de médio prazo em R$ 17,88 (1), R$ 15,87 (2) e R$ 15,00 (3);
Resistências de médio prazo em R$ 19,84 (1), R$ 20,80 (2) e R$ 21,08 (3).

ITUB4 (Itaú Unibanco)
Com base no fechamento da última sessão, aos R$ 39,85, as ações do Itaú Unibanco contam com:
Suportes de curto prazo em R$ 39,47 (1), R$ 38,54 (2) e R$ 36,95 (3);
Resistências de curto prazo em R$ 40,16 (1), R$ 41,37 (2) e R$ 42,65 (3).
Suportes de médio prazo em R$ 36,95 (1), R$ 33,79 (2) e R$ 32,32 (3);
Resistências de médio prazo em R$ 43,32 (1), R$ 44,81 (2) e R$ 46,15 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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