BBA revisa bancões, eleva SANB11 à compra e rebaixa BBAS3 para neutro; veja mudanças

Santander é agora o nome preferido do BBA entre os grandes bancos do Brasil; BRSR6 foi elevado e BPAC11 foi rebaixado

Felipe Moreira

Logotipo do banco Santander em ilustração 12/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic
Logotipo do banco Santander em ilustração 12/03/2023 REUTERS/Dado Ruvic

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O Itaú BBA promoveu uma revisão de recomendações para os bancos sob sua cobertura, com destaque para elevação do Santander Brasil (SANB11) e Banrisul (BRSR6) para equivalente à compra.

O Santander é agora o nome preferido do BBA entre os grandes bancos do Brasil, com um novo preço-alvo para o final de 2024 de R$ 33 por ação.

Segundo relatório, as avaliações deprimidas de 1,1 vez o Preço/Valor Patrimonial devem coincidir com uma rápida melhoria dos lucros, trazendo-o de volta um retorno sobre patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 17% até 2025.

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Além disso, o BBA acredita que o crédito ao consumidor é atualmente o melhor setor para estar posicionado, graças à significativa criação de empregos, salários mais altos e menor inflação. O Santander vem limpando seus canais de crédito desde 2022 em termos de provisões e clientela, tornando-o mais preparado para acelerar neste ciclo.

“Juntamente com uma nova abordagem de mercado e de atendimento ao cliente, o primeiro trimestre já mostrou ganhos de participação de mercado em áreas-chave como cartões de crédito, folha de pagamento, veículos e pequenas e médias empresas (PME)”, comentam analistas.

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Banrisul (BRSR6)

O Itaú BBA elevou classificação do Banrisul de neutro para equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 17, uma vez que a exposição comercial de cerca de 85% ao estado do Rio Grande do Sul fez com que as ações caíssem para 0,4 vez Preço/Valor Patrimonial.

Os analistas acreditam que as preocupações tanto do lado do ativo quanto do passivo são exageradas. A atividade retornou rapidamente na região, e várias medidas de alívio de crédito provavelmente diluirão (ou até compensarão) o risco de crédito potencial em empresas.

Para o BBA, os próximos resultados devem aliviar as preocupações e desencadear uma reavaliação, pelo menos de volta a 0,6 vez P/VPA (Valor Patrimonial por ação), em linha com seus níveis de ROE de 10% a 12%.

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BTG (BPAC11)

O BBA rebaixou recomendação do BTG de outperform para market perform e reduziu preço-alvo para R$ 35, uma vez que curva de juros mais alta do Brasil e a incerteza devem impactar os mercados de capitais e a atividade de investimento mais diretamente (mais do que o crédito ao consumidor). Os spreads corporativos se estreitaram significativamente, enquanto um ambiente de taxas mais altas geralmente é negativo para a inadimplência.

O Itaú BBA disse continuar gostando do nome a longo prazo, com alavancas de participação de mercado e eficiência na gestão de despesas para impulsionar o crescimento do lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) em 10% a 15% nos próximos anos. Com o ímpeto reduzido e revisões do consenso de mercado para baixo como prováveis, analistas acreditam que os múltiplos (10 vez o P/L) terão um potencial de alta limitado, no entanto.

Banco do Brasil (BBAS3)

O BBA também rebaixou a ação do Banco do Brasil para neutro e preço-alvo de R$ 31, apesar de ainda ver potencial de longo prazo na história e seu desconto de 0,8 vez o P/ VPA positivamente, pois acredita que pode haver menos catalisadores para uma reclassificação.

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O banco espera que o BB experimentará uma desaceleração significativa no ímpeto dos lucros até 2025, com um modesto crescimento de 4% do lucro por ação. “A taxa Selic mais alta impedirá a ampliação dos spreads de crédito, enquanto a margem financeira do mercado enfrentará comparações difíceis”, explica.

De acordo com relatório, os problemas de provisão no BB estão persistindo mais do que em seus pares, provavelmente devido ao portfólio renegociado crescente, e as provisões deste ano devem exceder o guidance. “Os investidores estão cada vez mais sensíveis aos riscos políticos, o que pode dificultar a expansão dos múltiplos”, completa.