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A BB Seguridade (BBSE3) voltou a chamar a atenção do mercado após aparecer entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa, conforme aponta a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na última medição, o indicador atingiu 75,64 pontos, permanecendo em região de sobrecompra — faixa que normalmente sinaliza que, depois de uma sequência mais intensa de valorização, o papel pode passar por movimentos de realização ou correção técnica no curto prazo. Em 2026, as ações da companhia acumulam valorização de 15,54%, enquanto, no período de 12 meses, os ganhos chegam a 24,40%.
Na ponta oposta, a Natura (NATU3) figura entre os ativos mais “descontados” do índice, com IFR em 21,93 pontos, patamar que a mantém em região de sobrevenda. Embora essa configuração possa representar uma assimetria interessante para investidores mais atentos, o cenário ainda exige cautela diante do comportamento recente dos preços e da falta de catalisadores mais consistentes que sustentem uma recuperação mais robusta. Em 2026, o papel registra leve alta de 0,67%, enquanto, no acumulado dos últimos 12 meses, apresenta desvalorização de 28,30%.
IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.
Na prática, esse quadro sugere que a BB Seguridade (BBSE3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Natura (NATU3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Caixa Seguridade (CXSE3), Porto Seguro (EGIE3), Embraer (EMBJ3) e Cury (CURY3).
Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem SLC Agrícola (SLCE3), Rumo (RAIL3), Magazine Luiza (MGLU3) e Yduqs (YDUQ3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.
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Análise técnica BB Seguridade (BBSE3)
A BB Seguridade (BBSE3) segue com uma estrutura técnica positiva no curto prazo, sustentada por uma trajetória consistente de alta. Um dos destaques recentes foi a renovação da máxima histórica na última semana, levando o papel a registrar um novo topo em R$ 40,12. No gráfico diário, as ações continuam acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça o viés altista. Na última sessão, o ativo recuou 1,37%, fechando aos R$ 38,98, em movimento de correção após as altas recentes.
Apesar do cenário favorável, alguns sinais de esticamento começam a chamar atenção. O preço segue mais afastado das médias móveis, enquanto o IFR (14) atingiu 75,64 pontos, em região de sobrecompra. Esse quadro pode favorecer realizações de lucro ou períodos de consolidação no curto prazo, embora ainda não haja sinais relevantes de reversão da tendência.
Para a continuidade do movimento de alta, será importante acompanhar a região da máxima histórica em R$ 40,12. Um rompimento desse patamar pode abrir espaço para novas valorizações. Por outro lado, uma correção mais intensa poderá ganhar força caso o ativo perca o suporte das médias móveis, mantendo no radar os suportes mais próximos.
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Resistências: R$ 41,00; R$ 42,75; R$ 44,45; R$ 45,80; 46.65.
Suportes: R$ 38,19; R$ 36,59; R$ 35,20; R$ 33,57; R$ 32,09; R$ 30,75.

Análise técnica Natura (NATU3)
A Natura (NATU3) segue com uma estrutura técnica negativa no curto prazo, refletindo a pressão vendedora observada nas últimas semanas. No gráfico diário, o ativo continua negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o viés baixista. Na última sessão, porém, as ações avançaram 0,94%, encerrando cotadas a R$ 7,52.
Do ponto de vista técnico, o cenário ainda exige cautela. O IFR (14) está em 21,93 pontos, em região de sobrevenda, condição que pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de consolidação no curto prazo. Apesar disso, o gráfico ainda não apresenta sinais consistentes de reversão da tendência principal de baixa.
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Para que o ativo volte a ganhar força compradora, considero importante acompanhar a superação da faixa de resistência entre R$ 7,86 e R$ 8,91. Por outro lado, caso perca o suporte entre R$ 7,36 e R$ 7,13, a pressão vendedora poderá se intensificar, ampliando o risco de continuidade do movimento de baixa.
Resistências: R$ 7,86; R$ 8,91; R$ 9,27; R$ 10,60 e R$ 11,15.
Suportes: R$ 7,36; R$ 7,13; R$ 6,88; R$ 6,55; R$ 6,21.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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