Barclays mantém BR Properties e PDG como top picks do setor imobiliário

Analista acredita em melhora de geração de caixa para empresas de construção civil e bom cenário para administradoras de shopping

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SÃO PAULO – Apontando 2012 como um ano de inflexão para o setor, o Barclays manteve a PDG (PDGR3) como a top pick dentre as empresas de construção civil, vendo nas ações da companhia uma boa oportunidade de investimento, já que elas estão bastante descontadas e a empresa apresenta perspectivas de melhora na geração de caixa. 

O banco inglês aponta a BR Properties (BRPR3) como a preferida do setor de shopping centers, com a aquisição da WTorre, levando a um aumento de tamanho que pode aumentar a liquidez das ações da companhia.  O analista do Barclays, Guilherme Vilazante, ressalta que as companhias do setor de shopping centers têm obtido um desempenho bem melhor do que a de seus pares, com alta de 25%, em meio à combinação de taxas de juros decrescentes e a maior aversão ao risco do mercado. 

De acordo com Vilazante, os fundamentos das companhias desse setor continuam resilientes, já que os varejistas mantém forte SSS (Vendas nas mesmas lojas), taxas de vacância a níveis baixos, além de contarem com um mercado consumidor forte, beneficiado pelas baixas taxas de desemprego e pelos ganhos reais de renda. Com isso, ele espera que o setor tenha um bom desempenho em meio a um mercado bastante volátil.

Segundo semestre mais positivo 
Já o setor de construção civil vêm em performance oposta, aponta Vilazante, devido à sequência de decepções com relação à geração de caixa e às margens operacionais da companhia. A capacidade de execução dos projetos continua a ser um fator limitante para as companhias, em meio a um cenário de demanda ainda bastante aquecida. Com isso, o analista espera que a velocidade de vendas venha em níveis menores dos observados em 2010 e 2011, anos bastante fortes para o setor. 

“Nós seguimos esperando que 2012 seja um ano de inflexão para o setor”, aponta o analista, avaliando que o ciclo de geração de caixa deve começar a partir do segundo semestre, assim que novas unidades sejam entregues e os projetos problemáticos sejam finalizados – levando a uma alta das margens da companhia. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.