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Os grandes bancos brasileiros atravessam um momento técnico mais delicado após meses de forte valorização na Bolsa. Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) perderam força nas últimas semanas, passaram a negociar abaixo das médias móveis no gráfico semanal e agora entram em regiões decisivas para definir se o movimento atual seguirá apenas como uma correção dentro da tendência principal de alta ou se abrirá espaço para um ajuste mais amplo no setor financeiro.
Na minha leitura, o cenário ainda exige cautela. Apesar de alguns sinais de reação nesta semana — com formação de candles que podem indicar tentativa de recuperação — os três ativos seguem pressionados tecnicamente, em meio à deterioração do fluxo comprador observada desde as máximas recentes. O comportamento próximo das principais regiões de suporte será fundamental para determinar os próximos movimentos dos bancos no médio prazo.
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Análise técnica Banco do Brasil
No gráfico semanal, observo que Banco do Brasil (BBAS3) segue com viés mais pressionado após perder força desde a máxima histórica em R$ 29,17. O papel reagiu após testar os R$ 17,87, chegou a buscar a região dos R$ 27,75, mas voltou a entrar em fluxo corretivo e agora negocia abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o sinal de cautela no médio prazo.
Em 2026, o ativo acumula baixa de 3,91%, cotado atualmente a R$ 20,87. Nesta semana, porém, ensaia recuperação, avançando 0,82%, o que pode interromper uma sequência de cinco semanas consecutivas de queda.
O IFR (14) em 40,76 pontos permanece em zona neutra, indicando espaço para continuidade da correção. O candle semanal também chama atenção: caso confirme um martelo com aumento de volume, o papel pode iniciar um movimento de recuperação em direção às médias móveis.
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Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 20,72 e R$ 19,75 pode acelerar o fluxo vendedor em direção a R$ 17,87, R$ 17,11, R$ 15,12 e posteriormente R$ 13,00.
Por outro lado, para retomar força compradora, será importante recuperar as médias móveis e superar as resistências em R$ 21,63 e R$ 23,40. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar R$ 25,49, R$ 27,75 e posteriormente a máxima histórica em R$ 29,17.
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Análise técnica Bradesco (BBDC4)
No gráfico semanal, Bradesco (BBDC4) ainda preserva uma estrutura positiva no médio prazo, mas perdeu força após testar a região de resistência e máxima histórica em R$ 21,57/R$ 21,78.
Desde então, o ativo entrou em um movimento corretivo mais intenso e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, cenário que aumenta a atenção para uma possível formação de topo duplo no semanal.
Nesta semana, o papel sobe 1,58%, movimento que pode interromper uma sequência de quatro semanas consecutivas de baixa.
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O índice de força relativa – IFR (14) em 45,88 pontos permanece em zona neutra, mostrando equilíbrio momentâneo entre compradores e vendedores. O candle semanal em formação também merece atenção, já que um fechamento em formato de martelo pode indicar tentativa de recuperação e aproximação das médias móveis.

Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 17,63 e R$ 16,97 pode intensificar o fluxo vendedor, abrindo espaço para quedas em direção a R$ 15,99, R$ 14,47 e à média de 200 períodos em R$ 13,68.
Por outro lado, para retomar força compradora, o ativo precisará recuperar as médias e superar as resistências em R$ 18,88 e R$ 19,41. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar a máxima histórica em R$ 21,78 e posteriormente buscar os alvos em R$ 23,50, R$ 24,85 e R$ 26,30.
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Análise técnica Itaú Unibanco (ITUB4)
No gráfico semanal, Itaú Unibanco (ITUB4) ainda mantém tendência de alta no horizonte mais amplo, mas também perdeu força após testar a região de resistência e máxima histórica em R$ 47,88/R$ 49,27.
Desde então, o ativo iniciou um movimento corretivo mais forte, rompeu um pivô de baixa e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça a deterioração do fluxo comprador no médio prazo.
Mesmo com a correção recente, o papel ainda acumula alta de 3,50% em 2026, cotado atualmente a R$ 40,25. Nesta semana, o ativo avança 1,39%, ensaiando uma reação após quatro semanas consecutivas de queda.
O IFR (14) em 46,66 pontos permanece em zona neutra, mostrando espaço tanto para recuperação quanto para continuidade do movimento corretivo. O candle semanal em formação também merece atenção, já que a confirmação de um martelo com aumento de volume pode favorecer uma aproximação das médias móveis.

Na minha leitura, a perda dos suportes em R$ 38,70 e R$ 35,97 pode acelerar o fluxo vendedor em direção a R$ 33,67, R$ 30,78, R$ 28,70 e posteriormente à média de 200 períodos em R$ 26,72.
Por outro lado, para retomar tração compradora, será importante recuperar as médias móveis e superar as resistências em R$ 43,21 e R$ 47,88. Acima dessas regiões, o papel pode voltar a mirar a máxima histórica em R$ 49,27 e posteriormente os alvos projetados em R$ 51,15, R$ 55,70 e R$ 60,00.
“Em resumo, sigo com uma leitura mais cautelosa para o setor bancário no médio prazo. Apesar das tentativas de reação observadas nesta semana, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú ainda negociam abaixo das médias móveis e seguem tecnicamente fragilizados após as correções recentes.”
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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