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SÃO PAULO – O noticiário corporativo ganha força nesta quinta-feira (22) com o início da temporada de balanços do terceiro trimestre no Brasil. Nesta manhã, a Vale (VALE3; VALE5) reportou um prejuízo líquido de R$ 6,663 bilhões entre os meses de julho a setembro, ante lucro líquido de R$ 5,144 bilhões no segundo trimestre, citando efeitos imediatos nos resultados financeiros de uma depreciação de 28% do real ante o dólar. No terceiro trimestre de 2014, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 3,381 bilhões.
Em dólares, o prejuízo da mineradora no último trimestre foi de 2,117 bilhões, em linha com uma pesquisa da Reuters com sete analistas, que projetou um prejuízo de em média US$ 2,28 bilhões. A queda nos preços das commodities, notadamente do minério de ferro, teve seu impacto contrabalanceado pelo maior volume de vendas e pela alta do dólar.
O Ebitda ajustado, uma importante medida de geração de caixa da companhia, alcançou R$ 6,816 bilhões no terceiro trimestre, muito parecido com o resultado do trimestre anterior (R$ 6,817 bilhões) e do terceiro trimestre de 2014 (R$ 6,854 bilhões).
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A companhia faz teleconferência com o mercado às 10h (horário de Brasília) para comentar o resultado.
Natura
A Natura (NATU3), maior fabricante de higiene e beleza do País, obteve lucro líquido de R$ 131,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 38,6% em relação a igual período de 2014. A receita líquida somou R$ 1,995 bilhão, alta de 6,9% no período.
Segundo o Bradesco BBI, apesar da melhora da margens nas operações internacionais da Natura, esta linha foi afetada negativamente por pressões inflacionárias no Brasil, pela desvalorização do real, pelo aumento do IPI, além do menor volume de vendas na operação doméstica.
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Bancos
Fora da temporada de balanços, a Fitch anunciou ontem à noite corte no rating dos principais bancos brasileiros, incluindo o Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC3; BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal. De acordo com a nota da agência, o corte segue o rebaixamento da nota soberana ocorrida na semana passada.
Na opinião da Fitch, apesar dos importantes colchões de reserva em termos de capacidade de geração de resultados, da saudável cobertura de provisões para perdas de crédito, do capital satisfatório, liquidez confortável e melhor perfil de captação, os bancos brasileiros estão enfrentando fortes contratempos em função da deterioração do ambiente operacional.
Petrobras
Já sobre a Petrobras (PETR3; PETR4), o conselho de administração da companhia se reúne amanhã para avaliar proposta de venda de até 25% da BR Distribuidora. O parceiro estratégico que assumiria essa participação já está praticamente definido, segundo fonte a par do assunto disse ao Valor.
A operação ganha ainda mais importância diante da resistência do governo da Bahia e da Termogás à principal negociação em curso, a venda de 49% da Gaspetro para a Mitsui, uma disputa que pode atrapalhar um acordo avaliado em R$ 2 bilhões.
Itaú Unibanco
Ainda sobre o Itaú Unibanco, o banco anunciou que assinou contrato para comprar 50% da empresa que realiza serviços de pagamento eletrônico de pedágio ConectCar por R$ 170 milhões em dinheiro. Com a compra, feita por meio da Rede, empresa de meios eletrônicos de pagamentos do Itaú Unibanco, o banco assume a posição da Odebrecht Transport, unidade do grupo Odebrecht, no negócio.
CCR
A CCR (CCRO3) informou a incorporação do projeto do Novo Aeroporto em São Paulo (Nasp) ao seu portfólio. Sob alvo de polêmicas no setor, o estudo estava a cargo das controladoras de concessionárias Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Com a transferência, a CCR passa a deter os direitos decorrentes do contrato de opção de compra do terreno para construção do aeroporto, em Caieiras e Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.
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Ainda sobre a companhia, o governo do Rio de Janeiro negou o pedido de ressarcimento de R$ 500 milhões feito pelo Grupo CCR Barcas, que opera o serviço de transporte aquaviário no Rio. A proposta foi formalizada em uma reunião na Secretaria estadual de Transportes, em Copacabana. A empresa, que deseja repassar a concessão, alega que o valor é referente ao desequilíbrio tarifário entre 2008 e 2013, além de gastos com a reforma de estações e o aluguel de quatro embarcações.
Cielo
A presidente Dilma Rousseff sancionou lei de desconto em folha de pagamento de cartão.
Eletrobras
A Eletrobras (ELET3; ELET6) está postergando alguns potenciais investimentos em projetos de sua carteira de expansão internacional, principalmente na América Central e na África, em razão das dificuldades financeiras enfrentas pela estatal, disse na quarta-feira o superintendente da área internacional da empresa, Pedro Luiz Jatobá.
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Além disso, segundo informações da Folha de S. Paulo, a companhia quer levantar até R$ 5 bilhões com a venda da Celg-D.
Alupar
O Conselho de Administração da Alupar Investimento (ALUP11) deu aval para a participação da empresa no leilão de transmissão de energia elétrica, marcado para novembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os conselheiros também votaram a favor de participação da companhia no segundo leilão de energia de reserva de 2015, que vai contratar usinas solares e eólicas.
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(Com Reuters)
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