Destaques da Bolsa

Bancos têm dia volátil; Vale cai quase 2% com dados da China e Prumo dispara 79% em 7 pregões

Confira os destaques da Bolsa nesta segunda-feira (8)

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Bancos
Os bancos têm um dia volátil na Bolsa. Eles chegaram a abrir em alta, logo zeraram os ganhos, mas voltam a registrar ganhos – e mais fortes. Hoje, destaque para a notícia de que o julgamento dos planos econômicos no Supremo Tribunal Federal (STF), tema que preocupa o governo em razão do impacto no sistema financeiro, só deve ocorrer assim que o 11º ministro da Corte, Luiz Edson Fachin, se disser apto a julgar o caso, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. A expectativa do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, é de que o julgamento ocorra no máximo até um ano após a posse do novo ministro, marcada para o dia 16.

Os bancos Bradesco (BBDC4, R$ 27,76, +0,80%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,34, +0,57%) voltam a subir, enquanto Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,51, +0,81%) aumenta os ganhos. Já o Santander Brasil (SANB11, R$ 15,76, -1,56%) virou para uma queda mais forte. 

A discussão sobre a constitucionalidade dos planos econômicos nas décadas de 80 e 90, que teriam provocado perdas no rendimento das cadernetas de poupança, está parada há mais de um ano por falta do quórum mínimo de oito ministros para análise do tema.

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Desde que o ex-ministro Joaquim Barbosa anunciou sua aposentadoria, em maio do ano passado, o tema não voltou à pauta do Supremo porque apenas sete magistrados poderiam analisar o caso, já que três ministros se declararam impedidos de julgar: Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Vale (VALE3, R$ 20,28, -1,55%; VALE5, R$ 17,28, -1,87%)
Em meio aos dados fracos da China, a Vale registra queda. As exportações da China caíram menos que o esperado no mês passado, mas as importações recuaram a um ritmo mais forte, aumentando receios acerca de uma desaceleração da economia e dando a Pequim novos motivos para adotar mais medidas de estímulo. As exportações da China em maio caíram 2,5% em dólares na comparação com o ano anterior, uma queda menor do que a esperada pelo mercado, enquanto as importações tombaram 17,6%.

Usiminas e CSN
As ações da Usiminas (USIM3, R$ 14,86, +0,34%; USIM5, R$ 4,78, -2,65%) e da CSN (CSNA3, R$ 6,04, -1,95%) têm um dia volátil na Bolsa. Na sessão da última sexta-feira, as duas empresas tiveram forte baixa na Bolsaapós comentários de que a Usiminas, da qual a CSN é acionista, pode ser dividida em duas como uma solução para a briga entre os controladores.

A possibilidade de divisão da companhia para pôr fim à briga entre o grupo ítalo-argentino Ternium/Techint e a japonesa Nippon Steel foi publicada em reportagem da revista Exame. Segundo a revista, os japoneses ficariam com a unidade de Ipatinga, em Minas Gerais, e os argentinos com a Cosipa, localizada em Cubatão, no litoral paulista. A briga societária entre Nippon e Ternium se tornou pública após reunião do conselho de administração da Usiminas que culminou na destituição de três de seus principais executivos indicados pela Ternium, com o argumento de que teriam recebido bônus de forma irregular.

Par Corretora (PARC3, R$ 13,80, -0,72%)
Após disparar 12,73% no seu pregão de estreia, os papéis da Par Corretora abriram em alta e chegaram a subir 2,01%, mas passaram a ter queda. A corretora de seguros controlada pela Caixa Econômica Federal concluiu na quarta-feira passada sua oferta pública e captou R$ 602,8 milhões, vendendo 48,889 milhões de ações, a R$ 12,33 cada. A demanda por ações foi tão forte que o rateio ficou em 13,5925%. Ou seja, quem reservou acima do lote mínimo recebeu praticamente apenas 1 ação para cada 6 reservadas. 

AES Tietê (GETI3, R$ 16,00, -0,81%; GETI4, R$ 17,12, +0,47%)
As ações da AES Tietê registram movimentos diferentes após os ativos ordinários terem disparado na sexta-feira, enquanto os papéis preferenciais tiveram leve queda. 

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A diferença veio após a AES Holdings Brasil e a BNDESPar, unidade de participações do BNDES, anunciarem na quarta-feira uma proposta de reorganização societária envolvendo a Companhia Brasiliana de Energia e a AES Tietê, assim como as companhias e empresas direta e indiretamente controladas pela Brasiliana. 

Após a cisão, o capital social da Brasiliana Participações passará a ser detido por AES Brasil (46,15 por cento) e BNDES Participações (53,85 por cento), na mesma proporção em que as empresas participam atualmente do capital social da Brasiliana. 

O Credit Suisse disse que, com a reestruturação, o spread entre as ações ordinárias e preferenciais da AES Tietê deixa de se justificar. A nova administração a AES Tietê vai criar uma unit formada por quatro ações preferenciais e uma ação ordinária. Além disso, o banco suíço elevou a recomendação para os ativos GETI4 para neutro e elevou o preço-alvo de R$ 17,00 para R$ 19,00. Confira mais informações sobre a reorganização societária da companhia clicando aqui

Prumo (PRML3, R$ 0,77, +13,24%)
As ações da Prumo têm mais um dia de forte alta, já subindo 79% em 7 pregões.  Na última quarta-feira, a Prumo Logística assinou acordo com a BG Brasil, da petroleira BG, para a contratação de serviço de transbordo de petróleo no Porto do Açu.

“O contrato prevê um acordo de ‘take or pay’ para a utilização do terminal de petróleo por 20 anos para um volume médio de até 200 mil barris por dia na operação ‘ship-to-ship’, de acordo com o cronograma de produção da BG”, disse a companhia de logística. Mas, desde 28 de maio, os papéis disparam: naquela data, a companhia informou que estava em negociações avançadas com potenciais parceiros societários e comerciais, envolvendo o seu terminal de movimentação de petróleo e multiuso, mas que não tinha conhecimento de ato ou fato relevante.

Elétricas
As ações das companhia de energia Eletrobras (
ELET3, R$ 6,80, +1,80%; ELET6, R$ 9,55, +0,53%) e Cesp (CESP6, R$ 20,19, +0,25%) registram alta na Bolsa. Conforme destaca matéria de hoje do jornal O Globopara atrair investidores para novos leilões, o governo vem aumentando o preço máximo das tarifas que podem ser cobradas pelos empreendedores pelos seus serviços. Na disputa, vence quem oferecer o menor valor a partir da tarifa-teto fixada pelo governo. Assim, o preço médio das tarifas de geração, que vem aumentando desde 2012, tende a subir ainda mais.

Cemig (CMIG4, R$ 14,24, +0,07%)
As ações da Cemig têm um dia volátil, entre leves perdas e ganhos. O julgamento, no STJ, do mandado de segurança da companhia que permite que a usina hidrelétrica de Jaguara continue sob sua concessão até que o mérito do caso seja julgado pode ser realizado nesta quarta-feira. A Cemig não aceitou as condições impostas pelo governo (MP 579/2012) para prorrogar o contrato da usina por mais 30 anos, que previam redução nas receitas da empresa. A Cemig alega que o contrato de Jaguara permite mais uma renovação automática por 20 anos sem redução de receitas.

A ministra Assusete Magalhães havia pedido vista do processo, o que provocou adiamento do julgamento por mais de uma vez. Até agora, são quatro votos contra o pedido da Cemig e dois a favor. Além do voto da Assusete, faltam os votos de mais dois ministros: Humberto Martins e Sérgio Kukina.

Telefônica (VIVT4, R$ 42,26, -2,69%) e Oi (OIBR4, R$ 6,41, -2,73%)
As ações da Telefônica e da Oi registram queda expressiva na Bolsa. Na última semana, a Oi desabou 6,79% depois de figurar como a melhor ação do índice no mês de maio. Na terça-feira, a operadora de telefonia informou que teve o seu caixa reforçado em cerca de R$ 17 bilhões, recursos pagos pela francesa Altice pelas operações da operadora PT Portugal em Portugal e na Hungria. Durante a semana anterior, surgiram especulações de que esse dinheiro que a Oi recebeu poderia ser usado para uma possível oferta de fusão com a TIM ou até mesmo em uma oferta para fatiamento da TIM entre Oi, Vivo (VIVT4) e Claro.  

No noticiário da Telefônica, o Goldman Sachs iniciou a cobertura para as ações da Vivo com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38,10 para os ativos, incorporando a aquisição da GVT que foi concluída em 28 de maio. “Seguindo a aquisição, acreditamos que a Telefônica tem uma sólida posição competitiva no Brasil, apesar de acreditarmos que isso já está precificado”, afirma a analista Vera Rossi. 

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