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Bancos e seguradoras caem após aumento da CSLL; Petrobras desaba 3%

Confira a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta sexta-feira

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12h20: Petrobras (PETR3, R$ 13,95, -3,26%; PETR4, R$ 12,99, -3,42%)
Depois de abrirem em alta, as ações da Petrobras viraram para queda nesta sexta-feira, deixando para trás a disparada de 5% ontem. Na véspera, os papéis subiram junto com os preços do petróleo no mercado internacional, enquanto hoje a commodity têm alta. Neste momento, o Brent, petróleo negociado em Londres e usado como referência pela Petrobras, registrava queda de 1,28%, a US$ 65,69. 

No radar da petrolífera, a companhia já teria escolhido os ativos que colocará à venda para melhorar o caixa e diminuir seu endividamento. A ideia é vender a participações minoritárias de algumas subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Gaspetro, e de seu parque de geradoras de energia térmica, informou o Valor. Segundo o jornal, a estatal quer também alienar fatias em alguns blocos do pré-sal. 

12h13: Educacionais
As ações do setor educacional operam entre ganhos e perdas hoje. No Ibovespa, Kroton (KROT3, R$ 13,01, +3,25%) e Estácio (ESTC3, R$ 19,19, +1,00%) registram alta. Fora do índice, desabam as ações da Anima (ANIM3, R$ 21,78, -5,22%), enquanto os papéis da Ser Educacional (SEER3, R$ 14,75, -1,67%) mostram queda de 1%. 

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Segundo fontes disseram à Reuters, o contingenciamento de verbas do setor ficará em R$ 69,9 bilhões. O anúncio será feito na tarde desta sexta-feira, às 15h30 (horário de Brasília), de acordo com o Ministério do Planejamento. 

12h00: Brasil Pharma (BPHA3, R$ 0,80, -4,76%)
As ações da Brasil Pharma voltam a desabar hoje na Bolsa após a Fitch cortar o rating da companhia. No ano, os papéis da companhia já caem 67,9%, figurando próximos a mínima do dia. Ontem, a agência rebaixou a nota de crédito da empresa de “BBB-(bra)” para “BB(bra)”. A Fitch ainda deixou a nota em observação negativa, refletindo o desequilíbrio nas estruturas de liquidez e capital da rede de farmácias. 

11h34: Elétricas 
As ações do setor elétrico voltam a cair hoje após afundarem na véspera após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) negar ontem um pedido feito pelas hidrelétricas para que a agência deixasse de cobrar dessas geradoras pelo montante de energia que elas não conseguiram entregar em decorrência da escassez hídrica. Em comentário hoje, o Credit Suisse disse que espera que as geradoras respondam fortemente a essa visão do regulador e continuem a pressionar o Ministério de Minas e Energia para que algum ajuste seja feito no modelo de exposição ao mercado spot. A nota marca a abertura de uma audiência pública para esta discussão e deve ficar aberta à contribuições dos agentes e da sociedade durante os próximos 30 dias.

Diante das notícias, o banco suíço comentou que as mais impactadas são as empresas com grande participação de geração no valuation, como Cesp (CESP6, R$ 19,13, -3,14%), AES Tietê (GETI4, R$ 17,05, -2,01%), Tractebel (TBLE3, R$ 34,78, -1,81%), Cemig (CMIG4, R$ 14,04, -2,50%), Copel (CPLE6, R$ 33,40, -0,89%), Energias do Brasil (ENBR3, R$ 10,71, -1,74%) e CPFL Energia (CPFE3, R$ 19,29, -1,28%). 

11h05: Klabin (KLBN11, R$ 19,31, -0,52%)
O Credit Suisse elevou hoje o preço-alvo das ações da Klabin de R$ 18,00 para R$ 24,00, com potencial de valorização de 23%. A recomendação segue em outperform (desempenho acima da média) para o papel. Mesmo após a forte alta das ações nos últimos meses, os analistas veem espaço para arrancada, dado que aumentos de preço recente deve sustentar as mar

10h59: Bancos e seguradoras
Como esperado, a equipe econômica resolveu elevar a CSLL (Contribuição Social do Lucro Líquido) de instituições financeiras de 15% para 20%, em mais uma medida para melhorar as contas públicas. O último aumento da CSLL ocorreu em 2008, no 2º mandado do presidente Lula, ocasião em que a econômica brasileira também passava por um cenário preocupante na área da política monetária. Na ocasião, a alíquota subiu de 9% para os atuais 15%. Em reflexo, os papéis de bancos e seguradoras voltam a sofrer hoje.

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Entre os bancos, destaque para Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,47, -1,64%), Bradesco (BBDC3, R$ 27,94, -1,03%; BBDC4, R$ 29,27, -1,55%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,77, -1,36%) e Santander (SANB11, R$ 16,51, -1,32%). Nos últimos cinco pregões, esses papéis caíram em todos e acumularam no período quedas de 8,50%, 6,87%, 9,60%, 7,65% e 6,83%, respectivamente.

Segundo o Credit Suisse, o lucro líquido do Itaú Unibanco será impactado em 5,8% por conta do aumento do imposto em 2016; Bradesco, em 5,9%; BB, em 5,8%; e Santander, em 5,1%.

Já sobre as seguradoras, Porto Seguro (PSSA3, R$ 36,00, -3,46%), Sul América (SULA11, R$ 13,79, -3,57%) e BB Seguridade (BBSE3, R$ 34,62, -1,09%) também caem hoje. Nos últimos cinco pregões, esses papéis acumulam perdas de 7,67%, 4,89% e 6,05%, nesta ordem. O Credit Suisse projeta impacto de 4,7%, 6,6% e 5,5% no lucro líquido dessas seguradoras em 2016.

Vale mencionar ainda que sobre Sul América há no radar a informação de que foi fechado acordo para venda da Sul América Companhia de Seguros Gerais (SASG), unidade que opera exclusivamente ramo de seguro DPVAT, para a Axa Corporate Solutions Brasil. A operação tem valor total de R$ 135 milhões, sujeito a ajustes conforme a variação patrimonial da carteira e da SASG até o fechamento do negócio. 

10h27: Eletrobras (ELET3, R$ 6,44, -2,42%; ELET6, R$ 9,13, -2,04%)
A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating em moeda estrangeira da Eletrobras para “Ba1”, ante “Baa3”, retirando da estatal brasileira o grau de investimento. A Moody’s, que colocou o rating sob revisão para possível novo rebaixamento, disse que as métricas de crédito da Eletrobras não eram condizentes com o grau de investimento, mesmo após a melhora financeira registrada no primeiro trimestre. 

10h31: Indústrias Romi (ROMI3, R$ 3,12, +3,31)
As ações da small cap Indústrias Romi voltam a subir na Bolsa depois de uma estrondosa alta na quarta-feira, sem motivo aparente. Naquele dia, os papéis chegaram a subir 36%, mas fecharam em alta de 13,45%, com volume financeiro 20 vezes acima da média. Nesses três dias, as ações acumulam ganhos de 30% e atingem o maior patamar de dezembro do ano passado. 

Além disso, a companhia disse que o laudo à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) certifica R$ 10,7 bilhões em indenizações. A companhia apresentou ontem à agência reguladora laudo de avaliação dos ativos de transmissão de energia elétrica existentes em 31 de maio de 2000. O valor está sujeito à aprovação pela Aneel em até 150 dias.

10h12: Vale (VALE3, R$ 20,57, +1,58%; VALE5, R$ 17,17, +2,02%)
Os papéis da Vale voltam a subir com a alta do minério de ferro, que subiu 4% na China nesta sexta-feira, mas fechou a semana em queda de 1,8%, a mais acentuada desde o começo de abril. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 11,14, +2,30%), holding que detém participação na mineradora.  

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A disponibilidade limitada nos estoques portuários e um movimento de recomposição de estoques pelas siderúrgicas levaram a ganhos de mais de 20% nos preços desde abril, mas o posterior aumento da oferta e a fraca demanda por aço continuam a pressionar a cotações.