Bancos e corretoras revisam recomendações para grandes bancos, Totvs e Mills

Ágora eleva recomendação de Totvs e revisa recomendação para Itaú Unibanco e Santander, que seguem com recomendação de manutenção; já para a Mills, o BTG elevou o preço-alvo, enquanto BofA e Itaú reiteraram compra

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SÃO PAULO – Em relatórios, a Ágora Corretora revisou a recomendação para o setor de bancos e para a Totvs (TOTS3), enquanto o Bank of America Merril Lynch, o BTG Pactual e o Itaú BBA destacaram as suas projeções para a companhia Mills (MILS3), de construção, após a divulgação do novo plano de investimentos.

O analista da Ágora Corretora, Aloisio Lemos, atualizou as estimativas para os bancos Itaú Unibanco (ITUB4) e para o Santander (SANB11) de modo a incorporar os resultados do primeiro trimestre, com a recomendação de manutenção para ambos os bancos. Lemos possui preço-alvo de R$ 38,70 para os ativos do Itaú Unibanco e de R$ 17,10 para as units do Santander.

Lemos diminuiu a expectativa em relação ao resultado da intermediação financeira, assim como para as provisões para perdas. Os ajustes derivam do novo portfólio da carteira de crédito do banco, focado no menor risco, com impacto claro no resultado do primeiro trimestre de 2013. Para isso, as mudanças reduziram a expectativa de lucro líquido em 1,3% em 2013 e 1% em 2014. 

Já para o Santander, as mudanças nas estimativas ocorreram pelos números mais fracos do primeiro trimestre, especialmente em relação à compressão do resultado da intermediação financeira. Já em relação à qualidade do crédito, o cenário apontado continua difícil. Entretanto, dentre os fatores positivos, está a melhora dos custos operacionais, que compensou parcialmente a redução das margens. 

Ágora eleva recomendação para Totvs
Além do setor de bancos, a Ágora revisou as estimativas para a Totvs, passando de recomendação de manter para compra, mas reduzindo o preço-alvo das ações de R$ 46 para R$ 44 por ativo. 

“Tal mudança pode ser atribuída ao fraco desempenho recente de suas ações, o que tornou, em nossa visão, um bom ponto de entrada. Aliado a isto, acreditamos que a Totvs continue a ser um ativo de alta qualidade, com bons fundamentos, oferecendo uma boa perspectiva de crescimento no longo prazo”, avalia Lemos.

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Segundo o analista, a empresa segue dominando o mercado de Sistemas Integrados de Gestão Empresarial para pequenas e médias empresas brasileiras, em função da sua bem sucedida estratégia de vendas através de vendas diretas e franquias.

Entretanto, apesar de esperar uma expansão, o analista avalia que ela não será tão forte. No entanto, ressalta, a expectativa é de que a companhia consiga ganhos de eficiência através, principalmente, de uma melhor gestão de franquias, melhor desempenho de sua equipe comercial, redução de despesas com pesquisa e desenvolvimento e a recuperação de suas operações internacionais. 

Segundo Lemos, a Totvs possui potencial de crescimento através de processos de fusões e aquisições, devido à sólida posição de caixa da empresa. Entre os principais riscos, destacam-se o ambiente competitivo, a desaceleração econômica, o risco tecnológico e de execução, principalmente nas operações internacionais. 

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Mills: mais capex, mais crescimento
A Mills anunciou uma revisão em seu plano de investimentos para 2013, que passou de R$ 296 milhões para R$ 481 milhões, sendo que a maior parte do aumento foi designada para a divisão de locação. Neste cenário, os analistas do Itaú BBA, BTG Pactual e Bank of America Merrill Lynch se mostraram positivos em relação à revisão destacando que, com o capex mais elevado, as receitas devem ser maiores mais à frente. 

Os analistas do BTG, Felipe Nüssli, Renato Mimica, destacam que a revisão do capex surpreendeu mesmo nas estimativas mais otimistas, levando à elevação do preço-alvo dos ativos de R$ 35,00 para R$ 37,00. 

Porém, eles seguem com a recomendação neutra para os ativos por avaliar que, apesar de continuarem otimistas com os fundamentos das empresas ao refletir os últimos pacotes de infraestrutura e de transporte urbano, o papel já apresenta um valuation menos atrativo. 

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Já os analistas do BofA, Sara Delfim, Murilo Freiberger e Roberto Otero, reiteraram a recomendação de compra para os ativos, destacando o perfil de crescimento e com visibilidade por pelo menos dois anos. Já o Itaú BBA avaliou que deve atualizar as projeções para a Mills, elevando a estimativa de capex e as projeções de receitas para os próximos anos. Por ora, a recomendação segue outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço justo de R$ 35.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.