Destaques da Bolsa

Bancos afundam com a Sete Brasil; MMX desaba 27% após grupamento

Confira os destaques da Bovespa desta segunda-feira (2)

Petrobras  (PETR3, R$ 13,16, – 0,75%;PETR4, R$ 10,15, -0,78%)
As ações da Petrobras abriram em alta, mas viraram para queda, em um dia de queda dos preços do petróleo, com o brent em baixa de 0,76%, a US$ 47,03, enquanto o WTI tem baixa de 0,26%. 

Em destaque, a  Sete Brasil oficializou na sexta-feira (29) o pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e o governo federal consta como o maior credor da empresa, dono de dois terços da dívida total. Criada para gerenciar a construção das sondas do pré-sal, a companhia listou dívidas de R$ 18 bilhões, considerando a cotação do dólar de ontem. Cerca de R$ 12 bilhões estão concentrados em bancos estatais e fundos governamentais. 

Além disso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) prorrogou, até 2052, do prazo de concessão do campo de Marlim, na Bacia de Campos, um dos maiores do país, informa a Folha de S. Paulo. O prazo de convessão venceria em 2025. A prorrogação foi concedida com o argumento de que ainda haverá petróleo a explorar após o fim do prazo original e inclui o campo vizinho de Voador; em troca, a Petrobras se comprometeu com investimentos para revitalizar o campo, cuja produção vem declinando nos últimos anos.

Destaque ainda para a notícia de que, segundo informações da Bloomberg, Aldemir Bendine continuará na presidência da Petrobras em eventual governo Michel Temer. Ele não indicará outro presidente para a Petrobras imediatamente se assumir o governo federal após eventual impeachment da Presidente Dilma Rousseff e terá muita cautela em fazer mudanças em uma empresa estratégica com ações na bolsa, segundo uma fonte informou à agência; Bendine pode ser trocado em outro momento.

Embraer (EMBR3, R$ 20,01, -2,72%)
Após forte queda na sexta-feira após a divulgação de resultados do primeiro trimestre, as ações da Embraer voltam a ter baixa. Esse é o terceiro pregão seguido de queda dos papéis, acumulando no período desvalorização de 8%. Na sexta, as ações da companhia caíram até 9% na mínima do dia, com os investidores de olho nos próximos trimestres. Em teleconferência sobre balanço, o CEO da empresa, Fred Cu
rado, disse que a companhia vai enfrentar potenciais “ventos contrários” do câmbio com corte de custos.
 
Bancos
Exposição dos bancos à Sete Brasil – que oficializou na sexta-feira (29) seu pedido de 
recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro – pressiona as ações do setor na Bovespa nesta sessão. Entre as maiores quedas do Ibovespa, os papéis do Santander (SANB11, R$ 17,99, -3,07%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,60, -2,31%), Bradesco (BBDC3, R$ 27,59, -1,78%; BBDC4, R$ 25,31, -2,28%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,30, -1,69%). 

O motivo da queda é que o passivo da companhia, que foi criada para gerenciar a construção das sondas do pré-sal, está superconcentrado em dois fundos governamentais e nos cinco maiores bancos do País. As instituições financeiras terão de reconhecer de uma vez só perdas bilionárias em seus balanços, caso não tenham feito preventivamente provisões em relação à Sete. O Banco do Brasil é o maior credor entre os bancos com um passivo de R$ 3,58 bilhões. É seguido pelo Itaú BBA, com R$ 1,93 bilhão. A Caixa vem na sequência com R$ 1,58 bilhão. O Bradesco tem R$ 1,42 bilhão e o Santander R$ 429 milhões. 

Se aceita pela Justiça, a recuperação da Sete será a maior da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ganhando de OAS e Schahin. Estará também no topo da lista das maiores do País, próxima à OGX, de Eike Batista. 

Suzano e Fibria
Em um dia de alta do dólar, as ações da Suzano (SUZB5, R$ 13,32, +1,45%) e Fibria (FIBR3, R$ 30,65, +0,89%), que possuem boa parte da receita em dólar, registram ganhos. A moeda americana tem alta de 1,36%, na casa dos R$ 3,49.

Vale (VALE3, R$ 19,64, -0,25%;VALE5, R$ 15,63,-0,70%)
As ações da Vale abrirem em alta, mas viraram também para leve queda nesta sessão. Hoje, a recomendação dos papéis foi elevada de manutenção para compra pelo BB&T. 

MMX Mineração (MMXM3, R$ 5,10, -27,14%)
Operando entre leilões na Bovespa, a MMX Mineração desaba nesta sessão, após a companhia ter realizado hoje grupamento de suas ações, na proporção de 25 para uma. Segundo a empresa, o intuito da operação é atender ao regulamento de listagem da BM&FBovespa, que não aceita mais ações “penny stocks” (ações de centavos). Na sexta-feira, os papéis da compahia fecharam cotados a R$ 0,28. 

Além disso, no radar da companhia, o empresário Eike Batista desistiu de sua candidatura para presidente do conselho de administração da empresa, com mandato de um ano até a realização da próxima Assembleia Geral Ordinária em 2017, conforme divulgado em comunicado enviado ao mercado. 

Renova Energia (RNEW11, R$ 13,95, +2,20%)
Segundo a Reuters, as chinesas State Grid e Three Gorges e a italiana Enel apresentaram propostas competindo por uma fatia de 16 por cento na Renova Energia, empresa de geração renovável controlada pela Cemig que tem buscado recursos para tocar investimentos após o fracasso de uma operação de parceria e venda de ativos com a norte-americana SunEdison.

As companhias orientais e a italiana estão entre um grupo de interessados no negócio, que envolveria a compra da parcela da Light na Renova, segundo três fontes com conhecimento direto do assunto que falaram sob a condição de anonimato à Reuters. A Light passou a buscar compradores para sua fatia na companhia renovável após a SunEdison desistir da aquisição do ativo alegando condições desfavoráveis de mercado. O negócio com os norte-americanos envolveria 250 milhões de dólares.

TIM (TIMP3, R$ 7,64, 0,0%)
A TIM confirmou que sua administração está em revisão e que a indicação de diretores e do diretor-presidente, cujos mandatos já expiraram, será realizada na próxima reunião do conselho, em 11 de maio, segundo comunicado enviado ao mercado. Segundo fontes disseram à Bloomberg, a Telecom Italia estaria perto de nomear o CEO para a TIM Brasil.  

Banrisul (BRSR6, R$ 8,26, -2,94%)
O Banrisul enviou proposta ao Rio Grande do Sul para cessão da folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. “O valor e demais condições da operação ainda não estão definidas, e serão objeto de negociação entre o Banrisul e o Estado a partir desse momento”, diz o comunicado do banco. A proposta foi aprovada pelo conselho na última sexta-feira, dia 29 de abril. 

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