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Banco do Brasil (BBAS3) ganha fôlego em agosto após “fundo do poço”; confira alvos

Após atingir máxima histórica, papel caiu cerca de 38%, recuando à mínima anual, em meio à decepção com resultados; em agosto, porém, ação avança quase 7%

Rodrigo Paz Rodrigo Petry

Ativos mencionados na matéria

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Desde que atingiram seu topo histórico, em maio deste ano, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) passaram por um forte movimento vendedor, recuando dos R$ 29,57 para a mínima do ano, cotadas a R$ 18,12 — queda de 38,7%, em menos de três meses.

O “fundo do poço” do preço da ação do BB, que retomou aos patamares de preços de 2023, foi desencadeado após a decepção com os resultados do balanço do primeiro trimestre, por conta, entre outros fatores, pela inadimplência do agronegócio.

Semana passada, com a divulgação dos resultados do segundo trimestre, novo resultado desfavorável, com queda de 60% do lucro, revisões para baixo das projeções e corte de dividendos. Mesmo assim, as ações subiram e já acumulam alta de quase 7% em agosto.

Do ponto de vista da análise técnica, o atingimento da mínima do ano desencadeou uma reação compradora. Assim, no curto prazo, o papel mostra sinais de recuperação após semanas de pressão vendedora, enquanto no médio prazo a leitura é de tentativa de retomada após três meses seguidos de baixa.

Para entender até onde o preço das ações do Banco do Brasil (BBAS3) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

No gráfico diário, os papéis de BBAS3 vêm mostrando recuperação consistente. Na última sessão, a ação avançou 2,03%, encerrando cotada em R$ 21,07 e sustentando-se acima das médias móveis, o que reforça a perspectiva positiva de curto prazo.

Para que a tendência de reação se consolide, o ativo precisa superar inicialmente as resistências em R$ 21,18 e R$ 22,54. Caso consiga este rompimento, o próximo objetivo será a média de 200 períodos, em R$ 24,48. Acima desse patamar, os alvos se projetam para R$ 25,60/R$ 26,95, com prolongamento possível em R$ 28,58 e no topo histórico de R$ 29,57.

Por outro lado, caso perca força compradora, a retomada da baixa se confirmará com a quebra do suporte em R$ 19,86/R$ 19,00. Abaixo desse nível, os vendedores devem mirar a faixa de R$ 18,12/R$ 17,35, com suportes adicionais em R$ 16,00/R$ 15,33.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a leitura mostra que, após a queda que levou o papel da máxima histórica de R$ 29,57 até a mínima do ano em R$ 18,12, agosto marca um ponto de virada.

Até o momento, o ativo acumula valorização de 6,95% no mês, embora ainda carregue uma perda de 9,62% em 2025.

A recente superação da média de 9 períodos e o fato de vir de duas semanas consecutivas de alta reforçam a chance de recuperação.

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Caso consiga confirmar a tendência, o primeiro alvo relevante está na média de 21 períodos, seguido pelas resistências de R$ 21,18/R$ 22,54. O rompimento dessa faixa abrirá caminho para R$ 24,45, depois R$ 27,08/R$ 28,58, e por fim o topo histórico em R$ 29,57.

No cenário oposto, se a pressão vendedora voltar a ganhar força, a primeira ameaça está no rompimento da média de 200 períodos, em R$ 19,90, o que poderia levar o papel novamente a R$ 18,12/R$ 17,77. Abaixo disso, os alvos passam a ser R$ 15,33/R$ 13,20, com prolongamentos mais distantes em R$ 12,30 e R$ 10,38.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências do Banco do Brasil

Suportes:

  1. R$ 19,86 – R$ 19,00 – Primeira faixa de suporte; perda desse nível pode acelerar a pressão vendedora.
  2. R$ 18,12 – R$ 17,35 – Região decisiva, mínima do ano; rompimento dessa zona reforça fluxo vendedor.
  3. R$ 16,00 – R$ 15,33 – Suporte intermediário, pode funcionar como base para repique.
  4. R$ 13,20 – Suporte mais distante no gráfico semanal, alvo em caso de continuidade das quedas.
  5. R$ 12,30 – Região crítica, ponto de parada histórica; perda desse patamar amplia risco.
  6. R$ 10,38 – Suporte extremo, alvo projetado mais longo caso a tendência de baixa se intensifique.

Resistências:

  1. R$ 21,18 – Primeira barreira relevante; rompimento abre espaço para continuidade da recuperação.
  2. R$ 22,54 – Resistência importante no curto prazo; precisa ser superada para confirmar força compradora.
  3. R$ 24,45 – R$ 24,48 – Faixa da média de 200 períodos; região-chave de decisão.
  4. R$ 25,60 – R$ 26,95 – Resistências intermediárias, projetam alvos de recuperação.
  5. R$ 27,08 – R$ 28,58 – Zona forte de resistência no gráfico semanal; barreira antes do topo histórico.
  6. R$ 29,57 – Topo histórico; rompimento dessa faixa pode dar fôlego para buscar novas máximas.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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