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O volume financeiro médio diário negociado (ADTV) em ações na B3 (B3SA3) atingiu R$ 37 bilhões no mês, alta de 29% na comparação anual e praticamente estável frente a março, conforme prévia publicada na quarta-feira (13).
O JPMorgan avalia de forma ligeiramente negativa os dados operacionais divulgados pela operadora da Bolsa brasileira, destacando que, apesar da resiliência no segmento de ações, os números de derivativos vieram mais fracos.
Segundo o banco, o desempenho em ações foi impulsionado pelo crescimento de 27% no valor médio de mercado das companhias listadas e pelo aumento da velocidade de giro das ações, que alcançou 171%, ante 168% um ano antes.
O JPMorgan observou ainda que o exercício de opções saltou para R$ 4,3 bilhões em abril, acima da média de R$ 1,5 bilhão dos últimos 12 meses, movimento que pode pressionar as margens do segmento de ações à vista nos próximos períodos.

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Por outro lado, o banco destaca fraqueza na divisão de derivativos, considerada mais representativa para as receitas da B3. O volume médio diário negociado (ADV) caiu 14% em relação a abril de 2025, para 11 milhões de contratos, refletindo principalmente menor atividade em contratos de câmbio e criptoativos. Apesar disso, a receita média por contrato (RPC) avançou 3% na comparação anual, para R$ 1,16.
Com isso, as receitas de derivativos recuaram 11% no período, totalizando R$ 257 milhões, desempenho abaixo das estimativas do JPMorgan para o segundo trimestre.
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No segmento de balcão (OTC), os registros caíram 3% na comparação anual, pressionados pela retração dos derivativos. Já a custódia avançou 16%, impulsionada principalmente por debêntures, cotas de fundos e instrumentos de captação bancária.
Na unidade de financiamento de veículos, o número de gravames cresceu 12% em abril, para 635 mil. A penetração do financiamento de veículos novos caiu ligeiramente para cerca de 50%, enquanto a de veículos usados permaneceu estável em aproximadamente 26%.
Segundo o JPMorgan, a B3 negocia atualmente a cerca de 13 vezes o lucro estimado para 2026. Com isso, manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 18.
O Goldman Sachs também avalia que os dados operacionais mostraram resiliência nos volumes de ações, enquanto os negócios com derivativos passaram por normalização após o forte desempenho registrado em março.
De acordo com o banco, as receitas com derivativos recuaram e seguem abaixo das projeções, refletindo a normalização dos volumes após um março considerado excepcionalmente forte em meio à elevada volatilidade do mercado e às mudanças nas expectativas para juros.
O banco destacou que parte da fraqueza observada em derivativos já era esperada pelo mercado, considerando que o aumento da volatilidade favoreceu excepcionalmente os resultados de março.
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