Azul (AZUL54) fecha em queda de 26% após forte diluição com nova oferta de ações

Ticker AZUL4 foi substituído por AZUL54, refletindo mudanças na estrutura de negociação dos papéis

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Aeronave da Azul no Aeroporto Internacional de Guarulhos
11/7/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto/Arquivo
Aeronave da Azul no Aeroporto Internacional de Guarulhos 11/7/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto/Arquivo

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As ações da Azul, que passaram a ser negociadas de forma diferente na Bolsa brasileira desde a última terça-feira (23), voltaram a operar em forte baixa nesta sexta-feira (26). O ticker AZUL4 foi substituído por AZUL54, refletindo mudanças na estrutura de negociação dos papéis.

No fechamento do mercado, os papéis da companhia aérea tiveram baixa de 26,47%, a R$ 2.500,00, em meio à reação negativa do mercado à forte diluição dos acionistas decorrente da oferta pública de distribuição primária.

A operação envolve a emissão de 723,9 bilhões de novas ações ordinárias e 723,9 bilhões de novas ações preferenciais. O preço por ação foi fixado em R$ 0,00013527 para ON e R$ 0,01014509 para PN, resultando em um montante total estimado de R$ 7,44 bilhões.

Com a reestruturação, os ativos passaram a ser negociados em um novo lote padrão de 10 mil ações. Assim, o preço exibido na tela deixou de ser unitário e passou a representar uma cesta de papéis. Para chegar ao valor real de cada ação, o investidor precisa dividir o preço de tela por 10 mil.

Na terça-feira, as ações AZUL54 fecharam cotadas a R$ 3.400, o que representa um valor unitário de R$ 0,34, uma queda de 58,02% em relação ao preço de fechamento de segunda-feira (22), quando os papéis AZUL4 terminaram o dia a R$ 0,81.

Um movimento semelhante ocorreu com a Gol em junho deste ano, quando a companhia substituiu o ticker GOLL4 por GOLL54 e passou a negociar os papéis em lotes padrão de 1 mil ações. Atualmente, o preço de tela do papel é de R$ 6,15, o que equivale a um valor unitário de R$ 0,00615.

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Felipe Moreira
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