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Os planos de reestruturação das dívidas de Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) fizeram com que o UBS BB elevasse a recomendação para as ações das áreas, de “venda” para “neutra”.
O banco entende que os movimentos das companhias têm potencial para diminuir o “stress” de seus balanços financeiros no curto e no médio prazo.
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“Tínhamos uma visão negativa das companhias aéreas brasileiras desde meados de 2020, mas isso está mudando. Agora esperamos que uma redução de riscos na indústria e menos turbulência no curto e no médio prazo”, escreveram os analistas Alberto Valerio, Isabella Lamas, Andressa Varotto e Rafael Simonetti.
Contudo, o UBS BB acredita que as ações de ambas as companhias, até o momento, estão com a precificação adequada. Custos de leasing de aeronaves e de manutenção impedem, por hora, uma melhora no valuation das empresas.
No caso da Azul, a companhia anunciou ter fechado acordo com “lessores” das aeronaves para abater diferenças de valores relacionados ao período da pandemia e de taxas contratuais. Em troca, a companhia vai dar ações e bonds aos credores.
“Como a companhia ainda não deu maiores detalhes, não é possível estimar o tamanho da diluição de equity nem os impactos na dívida da empresa ou no seu valuation“, afirmam os analistas.
Já o acordo da Gol consiste em uma participação da holding Abra na rolagem de dívida e injeção de US$ 451 milhões.
O UBS prevê que o novo guidance da Azul para 2023 implique em um crescimento de 2,6% nos yields e o da Gol resulte em uma alta de 1,6%.
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Além da recomendação, a casa também elevou o preço-alvo para as ações das duas empresas. O preço-alvo para a Azul passou de R$ 12,50 para R$ 14. Já a da Gol subiu de R$ 8,80 para R$ 9.