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SÃO PAULO – O GLP (gás liquefeito do petróleo – o gás de cozinha) fica mais caro a partir desta terça-feira (1) para consumidores que utilizam o produto em botijões de 20, 45 ou 90 quilos. O aumento foi comunicado às distribuidoras pela Petrobras na segunda-feira (30), confirmando alta de 5,3% para esses botijões e também para o gás vendido a granel. Consumidores residenciais que utilizam botijões de 13 quilos não serão afetados.
Segundo a assessoria da Petrobras, o aumento base é de 5,3%, mas o repasse ao consumidor tende a ser maior, e dependerá das distribuidoras. A estimativa é de que sejam atingidos pelo aumento, por exemplo, moradores de condomínios, que geralmente utilizam botijões de 20 e 45 quilos, e clientes de bares de restaurantes.
Repasse na alimentação
Segundo Joaquim Saraiva de Almeida, diretor da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), cerca de 80% do processo de preparação de alimentos depende de alguma forma do GLP e, portanto, esse aumento terá impacto significativo para o setor.
Entretanto, Almeida afirma que a previsão é de que o repasse do aumento para o consumidor não ocorra de forma integral e automática. “Esse repasse tende a ser gradual. Os bares e restaurantes não podem alterar os preços de seus cardápios constantemente, pois há um risco grande de perda de clientes”, observa.
Outros fatores
O diretor da Abrasel ressalta que fatores como a alta dos alimentos, a maior participação de produtos brasileiros como a carne nos mercados internacionais – ocasionando, portanto, um aumento na demanda -, e até mesmo o dissídio de mão de obra dos trabalhadores da categoria, no mês de agosto, dão origem a uma somatória de custos para o setor. Esse quadro, entretanto, não tem sido compensado, por exemplo, pelo aumento do valor de vales-refeição para a população em geral, conforme observa Almeida.
Logo, bares e restaurantes ficam em uma posição delicada, tendo de um lado aumentos de custos, como no caso do GLP, e de outro, o risco de perder cliente para a concorrência, ou até mesmo de que esses clientes diminuam a freqüência nos estabelecimentos.
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Sendo assim, inicialmente, para bares e restaurantes, o aumento do custo de GLP tende a ser absorvido sem repasse integral ao consumidor. Almeida declara que a expectativa da Abrasel é que haja maior estabilidade do mercado, interrompendo a seqüência de aumentos em todas as esferas.