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SÃO PAULO – De acordo com o ex-presidente e atual consultor do Snea (Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias), George Ermakoff, a alta de 3,65% no querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, pode acarretar em diminuição na oferta de bilhetes com desconto.
Para Ermakoff, é muito difícil que as empresas consigam segurar tal repasse. Entretanto, ele lembra que cabe a cada companhia decidir como isso será feito e se será feito.
“Na velocidade que os aumentos estão ocorrendo, a tarifa média pode encarecer um pouco. Além disso, há a possibilidade que haja diminuição na oferta de promoções ou mesmo de vôos”, diz.
Aumento
O aumento, que entra em vigor nesta terça-feira (1), será o sexto de 2008, que só registrou queda em março (-0,2%), e acumula alta de 35,5% no ano.
O preço do QAV (Querosene de Aviação) é reajustado mensalmente, para cima ou para baixo, pela Petrobras, de acordo com o comportamento do dólar, do preço do barril do petróleo no mercado externo e do custo do produto vendido pelos principais concorrentes dentro e fora do país.
Empresas
O combustível representa entre 30% e 40% dos custos das companhias aéreas, que, por conta dos sucessivos reajustes, já começam a tomar algumas medidas.
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Por meio de sua assessoria de imprensa, a TAM informou que, em virtude da alta volatilidade nos preços dos combustíveis, pode haver um aumento de aproximadamente 7% no valor do yield (valor médio pago por passageiro transportado por quilômetro voado em determinado trecho) doméstico e 5% no valor do yield internacional (em dólares) neste ano.
A Gol também admitiu que alta dos combustíveis pode ocasionar aumento de tarifas. “Se o atual cenário de alta de preço do petróleo permanecer, será inevitável aumentar os preços das passagens”, declarou a assessoria da empresa.
No que diz respeito a companhias internacionais que operam no país, segundo a assessoria de imprensa da United Airlines, o aumento específico, que ocorre no Brasil a partir desta quarta, não afetará as operações da companhia por aqui. Entretanto, a empresa pretende cortar 17% da capacidade dos serviços dentro da América do Norte, por conta da alta mundial nos preços dos combustíveis e da situação econômica dos Estados Unidos.